
O“Anjo da Morte” da Argentina
Quem é Carlos Robledo Puch?
Carlos Eduardo Robledo Puch nasceu em 1952, na Argentina. De aparência jovem e angelical na época dos crimes, ganhou o apelido de “El Ángel de la Muerte”. Apesar do rosto tranquilo, tornou-se um dos maiores serial killers da história argentina.
⏳ Quando os crimes aconteceram?
Os assassinatos ocorreram principalmente entre 1971 e 1972, quando Robledo Puch tinha apenas 19 e 20 anos. Em pouco mais de um ano, ele cometeu uma sequência brutal de crimes que chocou o país.
Que tipos de crimes ele cometeu?
• Robledo Puch agia principalmente durante assaltos a comércios, quase sempre à noite. Seus crimes incluíam:
Assassinatos a sangue-frio
Roubos armados
• Execução de vigias, comerciantes e até parceiros de crime
Na maioria dos casos, ele matava sem necessidade, mesmo quando as vítimas já estavam rendidas.
Ele agia sozinho?
Não. Ele teve dois cúmplices principais em fases diferentes:
• Jorge Ibáñez (namorado de Robledo, morto pelo próprio Carlos)
Héctor Somoza, que depois colaborou com a polícia
Mesmo com cúmplices, Robledo Puch era apontado como o mentor e executor mais violento.
⚰️ Quantas vítimas ele fez?
Os números mais aceitos oficialmente são:
11 assassinatos confirmados
17 roubos à mão armada
1 tentativa de homicídio
Algumas investigações chegaram a suspeitar de mais mortes, mas 11 homicídios foram comprovados judicialmente.
Perfil psicológico
Durante interrogatórios, Robledo Puch se mostrou frio, sem arrependimento e afirmou sentir prazer em matar. Em uma declaração famosa, disse que “nasceu para matar”. Peritos o descreveram como psicopata, com total ausência de empatia.
⚖️ Prisão e condenação
Ele foi preso em 1972 e, em 1980, condenado à prisão perpétua, pena máxima na Argentina. O juiz afirmou que Robledo Puch demonstrava um grau de periculosidade “excepcional”.
⛓️ Como ele está hoje em dia?
Atualmente, Carlos Robledo Puch:
Tem mais de 70 anos
Continua preso em regime de segurança máxima
É considerado o preso há mais tempo contínuo no sistema penitenciário argentino
Teve todos os pedidos de liberdade condicional negados
Ele demonstra arrependimento?
Não. Ao longo das décadas, Robledo Puch nunca demonstrou remorso real. Em entrevistas recentes, chegou a reclamar das condições da prisão e afirmou que a sociedade “o condenou para sempre”.
Impacto cultural
O caso inspirou livros, documentários e o filme “El Ángel” (2018), que reacendeu o interesse público pela história e pelo debate sobre psicopatia, sistema prisional e penas perpétuas.