
Entenda o caso do cão Orelha em Florianópolis
Quem era Orelha?
Orelha era um cão comunitário muito conhecido e querido na Praia Brava, no Norte da Ilha de Florianópolis (SC). Moradores e turistas o alimentavam e cuidavam dele por anos, e ele era visto como mascote do bairro.
O que aconteceu?
No início de janeiro de 2026, Orelha foi brutalmente agredido — espancado com um objeto contundente — e ficou gravemente ferido. Dias depois, foi encontrado agonizando por moradores e levado a uma clínica veterinária, onde precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.
Quem são os suspeitos?
A Polícia Civil de Santa Catarina identificou quatro adolescentes como principais suspeitos do crime de maus-tratos que levou à morte do cachorro. Por serem menores de idade, seus nomes e idades não foram divulgados.
Desdobramentos curiosos:
Dois dos adolescentes suspeitos estavam fora do país — em uma viagem programada para os Estados Unidos (Disney, em Orlando) — no momento em que a investigação avançou. A polícia afirmou que a viagem já estava programada antes dos fatos.
Investigação vai além do espancamento:
Além da morte de Orelha, a Polícia Civil apura outra grave suspeita: o mesmo grupo teria tentado afogar outro cão comunitário chamado Caramelo no mar, mas o animal conseguiu escapar e depois foi adotado.
️♂️ Operação policial:
No dia 26 de janeiro, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos adolescentes e também de adultos ligados a eles, apreendendo celulares e equipamentos que serão periciados.
⚖️ Indiciamentos por coação:
Em 27 de janeiro de 2026, a Polícia Civil indiciou três adultos — dois empresários e um advogado, familiares dos adolescentes — por coação de testemunhas. Segundo a investigação, eles teriam tentado intimidar pessoas para atrapalhar a apuração dos fatos.
Repercussão social e protestos:
O caso gerou forte comoção pública e mobilização nas redes sociais, com protestos realizados na Praia Brava e a hashtag #JustiçaPorOrelha ganhando destaque. Celebridades também se manifestaram pedindo rigor na investigação e punição aos responsáveis.
Significado do caso:
Além da tragédia em si, o episódio levantou debates mais amplos sobre crueldade contra animais, responsabilização de menores, influência social e impunidade, e sobre leis de proteção animal no Brasil — pautas que seguem em discussão pública.
A juíza originalmente responsável pelo Caso Orelha declarou-se impedida (suspeita) e saiu do processo, e o caso foi passado para outro magistrado. A juíza tomou essa decisão porque tinha uma relação de amizade íntima com familiares de um dos investigados, o que, segundo as regras de imparcialidade da Justiça, configura causa legal de suspeição e justifica que ela não continue no caso para evitar qualquer conflito de interesse ou dúvida sobre sua imparcialidade.
