Polilaminina – o medicamento brasileiro que traz movimento de volta
O polilaminina é um novo tratamento experimental desenvolvido no Brasil por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o laboratório brasileiro Cristália. Trata-se de uma substância derivada de proteínas da placenta que está mostrando resultados inéditos no mundo ao estimular a regeneração de lesões na medula espinhal.
Como a polilaminina funciona
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A medula espinhal contém fibras nervosas que conduzem sinais do cérebro para o corpo. Se esses nervos são cortados ou esmagados em um acidente, a comunicação é interrompida e o paciente perde movimentos e sensações.
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A polilaminina age como uma matriz para os neurônios, estimulando a formação de novos caminhos nervosos e ajudando a restabelecer a transmissão de sinais nervosos, o que pode permitir que o paciente recupere movimentos voluntários.
Resultados vistos até agora
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Em testes iniciais com cerca de 8 a 10 pacientes que receberam a substância logo após a lesão, muitos relataram recuperação parcial ou total de movimentos e sensações, inclusive em casos graves de paraplegia e tetraplegia.
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Há relatos de pessoas que voltaram a andar, recuperar controle da bexiga, intestino e movimentos básicos após o tratamento — algo considerado praticamente impossível em lesões completas da medula.
Fase atual dos estudos
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O medicamento ainda não foi oficialmente aprovado para uso clínico. Após décadas de pesquisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início da Fase 1 de testes clínicos em humanos em 2026, com voluntários selecionados para avaliar segurança e efeitos colaterais.
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O uso até agora, em alguns casos, ocorreu por autorizações judiciais especiais (uso compassivo), porque não há alternativas terapêuticas estabelecidas.
Importância científica
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A polilaminina é considerada um dos avanços mais promissores no mundo para tratamento de lesões medulares — um problema que antes era visto como irrevogavelmente definitivo.
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O medicamento é 100% brasileiro e pode colocar o Brasil na vanguarda de terapias regenerativas para o sistema nervoso.