Vaccines & Alzheimer — O que está acontecendo agora?
1. Vacina experimental que mira a proteína tau
Pesquisadores nos EUA estão desenvolvendo uma vacina inovadora contra Alzheimer que tem como alvo a proteína tau, que forma emaranhados tóxicos dentro dos neurônios — um dos principais culpados da morte celular e do declínio cognitivo na doença.
Como funciona essa vacina?
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Ela estimula o sistema imunológico a reconhecer e remover formas tóxicas da proteína tau no cérebro.
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Isso é um passo além dos tratamentos tradicionais, que focam mais nas placas de amiloide, outro tipo de proteína associada ao Alzheimer.
Resultados até agora:
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Estudos em animais mostraram redução significativa de acúmulo de tau e respostas imunes duradouras.
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O próximo passo é testes em humanos (ensaios clínicos) — um momento crítico para confirmar segurança e eficácia.
Essa abordagem seria preventiva e possivelmente terapêutica, buscando desacelerar a progressão da doença em vez de apenas aliviar sintomas.
2. **Surpresa: vacina contra herpes-zóster (cobreiro) pode ajudar
Estudos recentes sugerem algo inesperado: a vacina contra cobreiro (shingles) pode também reduzir o risco de demência e Alzheimer:
Principais achados de grandes estudos:
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Pessoas que receberam a vacina contra cobreiro tiveram cerca de 20% menos probabilidade de desenvolver demência nos anos seguintes.
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Em quem já tinha diagnóstico, o mesmo estudo observou uma redução na mortalidade associada à demência, indicando possível desaceleração da doença.
Por que isso pode acontecer?
Os pesquisadores ainda não sabem exatamente como a vacina confere esse benefício — pode ser por:
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redução de inflamação no sistema nervoso,
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menor reativação de vírus no cérebro,
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ou estímulo mais forte ao sistema imunológico.
⚠️ Importante: Este efeito ainda não foi comprovado como terapia específica para Alzheimer — é uma área de pesquisa em evolução.
3. Outros tratamentos que também mostram desaceleração
Independentemente das vacinas, novos medicamentos biológicos como lecanemabe e donanemabe também foram aprovados para desacelerar o declínio cognitivo no Alzheimer em estágios iniciais. Eles atuam numa outra via da doença — reduzindo placas beta-amiloides — e representam avanços importantes no manejo clínico.