
O golfinho cor-de-rosa da Amazônia
1️⃣ O boto é o maior golfinho de água doce do mundo.
Ele pode chegar a 2,5 metros de comprimento e pesar até 160 kg. É praticamente um “gigante gentil” dos rios amazônicos.
2️⃣ Ele nasce cinza e fica rosa com o tempo.
A cor rosada aparece conforme o boto envelhece e também devido ao aumento do fluxo sanguíneo durante movimentos mais intensos (tipo quando estão animados ou competindo).
3️⃣ Eles não têm vértebras cervicais fundidas.
Isso significa que eles conseguem virar o pescoço, algo que os golfinhos marinhos não podem fazer. Essa habilidade ajuda na navegação dentro de rios cheios de troncos e raízes.
4️⃣ São extremamente inteligentes.
Com um dos maiores cérebros entre os cetáceos, o boto é excelente em resolver problemas, criar estratégias e até formar alianças sociais.
5️⃣ Eles usam objetos para impressionar outros botos.
É comum ver machos carregando pedaços de madeira ou plantas — uma espécie de “presente” para chamar atenção das fêmeas.
6️⃣ Possuem um sonar altamente refinado.
A água barrenta da Amazônia dificulta a visão, então o ecolocalização do boto é absurdamente precisa, quase como um radar natural.
7️⃣ Existem várias espécies, não apenas uma.
O famoso boto-cor-de-rosa é o Inia geoffrensis, mas há outros botos amazônicos, e até uma espécie rara no Rio Madeira.
8️⃣ Eles podem nadar de marcha à ré.
Pouquíssimos mamíferos aquáticos conseguem isso. Mais um truque para navegar nos labirintos da floresta alagada.
9️⃣ São protagonistas de lendas amazônicas.
A mais famosa diz que, à noite, o boto vira um homem bonito, sedutor, vestido de branco — o “boto sedutor”. É uma das lendas mais fortes do folclore brasileiro.
Estão ameaçados.
A pesca ilegal, a poluição e a perda de habitat colocam o boto em risco. Proteger os rios amazônicos é essencial para a sobrevivência dessa espécie única.
