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Rosália Lombardo foi uma menina italiana que morreu aos quase 2 anos de idade, em 1920, vítima de pneumonia em Palermo.
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Seu pai, inconsolável com a perda, mandou embalsamá-la com técnicas avançadas para a época, buscando preservar seu corpo de forma excepcional.
Por que sua múmia é tão famosa?
Rosália ficou conhecida como “a Bela Adormecida” porque seu corpo está incrivelmente preservado — tanto que, por décadas, visitantes juraram que ela parecia estar apenas dormindo, com olhos que às vezes pareciam abrir e fechar por causa da incidência da luz dentro das catacumbas.
Hoje sabe-se que os olhos não se movem de fato; eles estavam entreabertos desde o início e a forma como a luz incide através da urna de vidro dá a impressão de movimento.
O segredo da preservação
Durante muito tempo o método usado para embalsamá-la foi um mistério, mas notas do embalsamador Alfredo Salafia foram estudadas por pesquisadores:
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Ele injetou uma solução com formol (formaldeído) para matar bactérias.
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Álcool ajudou a desidratar os tecidos.
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Ácido salicílico impediu fungos.
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Glicerina evitou que tudo ressecasse demais.
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Sais de zinco tornaram o corpo rígido e extremamente bem preservado.
Essa combinação foi revolucionária para a época, e explica por que Rosália ainda está tão intacta após mais de 100 anos.
️ Onde ela está agora?
Rosália Lombardo está exposta nas Catacumbas dos Capuchinhos, em Palermo, em uma urna de vidro selada com nitrogênio, projetada para proteger o corpo da oxidação e da luz, mantendo-o preservado por mais tempo.
As catacumbas abrigam milhares de cadáveres mumificados de várias épocas e idades, mas o de Rosália continua sendo o mais famoso e impressionante pelo nível de conservação.
Mitos vs. ciência
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Movimento dos olhos? Não é real — é um truque de luz e ângulo.
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Ela está viva? Não — claro que não, trata-se de uma múmia histórica com aparência incomum.
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Alguma “maldade” científica ou sobrenatural? Não — a preservação é o resultado da técnica de embalsamamento, clima seco e cuidados posteriores.
Curiosidade
Rosália foi uma das últimas pessoas a serem aceitas oficialmente nas catacumbas, em parte porque sua preservação era tão impressionante que esgotou a atenção dos visitantes e científicos por décadas.