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MITO OU VERDADE?
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 21/11/2025 09:11
Curiosidades

 

 

É VERDADE QUE QUANDO O CELULAR ESTÁ ABAIXO DE 10% DE BATERIA,

PRECISA EVITAR ATENDER CHAMADAS, PORQUE A RADIAÇÃO AUMENTA E O

APARELHO ESQUENTA MAIS PRÓXIMO DA CABEÇA?

 

 

 

 

 

Não, isso é mito.

 

Quando o celular está com menos de 10% de bateria, não existe aumento significativo de radiação e não há risco extra ao atender chamadas por causa disso.

Aqui está o que realmente acontece:

 

✅ 1. A potência de transmissão não aumenta por causa da bateria baixa

Os celulares ajustam automaticamente a potência do sinal conforme a qualidade da rede, não conforme a porcentagem da bateria.

Se o sinal estiver fraco, ele pode aumentar a potência — mas isso acontece com 100% ou com 5% de bateria.

 

❗ 2. Bateria baixa não causa aumento de “radiação”

A radiação dos celulares é não ionizante e regulada por limites internacionais de SAR.

 

A porcentagem da bateria não altera isso.

 

3. O aparelho pode esquentar mais… mas por outro motivo

O calor ocorre quando o celular está fazendo tarefas pesadas — como chamadas em áreas com pouco sinal.

 

Isso pode acontecer com qualquer nível de bateria.

 

4. O que realmente acontece abaixo de 10%

O sistema entra em modo de economia:

 

reduz brilho,

 

limita processador,

 

restringe processos em segundo plano.

 

Ou seja, ele tende a trabalhar menos, não mais.

 

DE ONDE SURGIU ESSE MITO?

 

1. Antigos celulares realmente esquentavam muito

Nos anos 90 e começo dos 2000, vários modelos (especialmente tijolões e alguns flip phones) tinham baterias de níquel e sistemas muito menos eficientes.

Quando a bateria estava fraca, eles:

 

tinham dificuldade de manter a conexão,

 

aumentavam a potência do sinal para não cair a ligação,

 

esquentavam mais.

 

Isso deu origem à ideia de que bateria baixa = mais “radiação”.

 

Nos smartphones modernos (lítio, 4G/5G, gerenciamento térmico avançado), isso simplesmente não acontece.

 

2. Sinal ruim foi confundido com bateria fraca

As pessoas percebiam que o celular esquentava mais quando:

 

estavam em elevadores,

 

no carro,

 

dentro de prédios,

 

em áreas rurais.

 

Nesses cenários o sinal é ruim → o celular aumenta a potência → esquenta.

 

Mas muita gente associou ao fato de também estarem com pouca bateria.

 

3. O medo da “radiação” virou explicação fácil“

Radiação” virou uma palavra assustadora, mas o celular emite radiação não ionizante, incapaz de causar danos ao DNA.

Como as pessoas já tinham receio disso, qualquer comportamento estranho do celular reforçava a crença.

 

4. Fake news antigas continuaram circulando

Cadeias de WhatsApp e posts virais repetiram o aviso, sempre com frases como:

 

"Engenheiros da Nokia alertam…"

 

"Médicos descobriram…"

 

"Estudo da Universidade de Harvard diz…"

 

Claro: nada disso existiu.

 

Mas repetido mil vezes, o mito pegou.

 

5. A lógica parecia fazer sentido

Se o celular está fraco, muita gente imagina que ele “esforça mais” para funcionar — mas a tecnologia atual faz exatamente o oposto.

 

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