É VERDADE QUE QUANDO O CELULAR ESTÁ ABAIXO DE 10% DE BATERIA,
PRECISA EVITAR ATENDER CHAMADAS, PORQUE A RADIAÇÃO AUMENTA E O
APARELHO ESQUENTA MAIS PRÓXIMO DA CABEÇA?

Não, isso é mito.
Quando o celular está com menos de 10% de bateria, não existe aumento significativo de radiação e não há risco extra ao atender chamadas por causa disso.
Aqui está o que realmente acontece:
✅ 1. A potência de transmissão não aumenta por causa da bateria baixa
Os celulares ajustam automaticamente a potência do sinal conforme a qualidade da rede, não conforme a porcentagem da bateria.
Se o sinal estiver fraco, ele pode aumentar a potência — mas isso acontece com 100% ou com 5% de bateria.
❗ 2. Bateria baixa não causa aumento de “radiação”
A radiação dos celulares é não ionizante e regulada por limites internacionais de SAR.
A porcentagem da bateria não altera isso.
3. O aparelho pode esquentar mais… mas por outro motivo
O calor ocorre quando o celular está fazendo tarefas pesadas — como chamadas em áreas com pouco sinal.
Isso pode acontecer com qualquer nível de bateria.
4. O que realmente acontece abaixo de 10%
O sistema entra em modo de economia:
reduz brilho,
limita processador,
restringe processos em segundo plano.
Ou seja, ele tende a trabalhar menos, não mais.
DE ONDE SURGIU ESSE MITO?
1. Antigos celulares realmente esquentavam muito
Nos anos 90 e começo dos 2000, vários modelos (especialmente tijolões e alguns flip phones) tinham baterias de níquel e sistemas muito menos eficientes.
Quando a bateria estava fraca, eles:
tinham dificuldade de manter a conexão,
aumentavam a potência do sinal para não cair a ligação,
esquentavam mais.
Isso deu origem à ideia de que bateria baixa = mais “radiação”.
Nos smartphones modernos (lítio, 4G/5G, gerenciamento térmico avançado), isso simplesmente não acontece.
2. Sinal ruim foi confundido com bateria fraca
As pessoas percebiam que o celular esquentava mais quando:
estavam em elevadores,
no carro,
dentro de prédios,
em áreas rurais.
Nesses cenários o sinal é ruim → o celular aumenta a potência → esquenta.
Mas muita gente associou ao fato de também estarem com pouca bateria.
3. O medo da “radiação” virou explicação fácil“
Radiação” virou uma palavra assustadora, mas o celular emite radiação não ionizante, incapaz de causar danos ao DNA.
Como as pessoas já tinham receio disso, qualquer comportamento estranho do celular reforçava a crença.
4. Fake news antigas continuaram circulando
Cadeias de WhatsApp e posts virais repetiram o aviso, sempre com frases como:
"Engenheiros da Nokia alertam…"
"Médicos descobriram…"
"Estudo da Universidade de Harvard diz…"
Claro: nada disso existiu.
Mas repetido mil vezes, o mito pegou.
5. A lógica parecia fazer sentido
Se o celular está fraco, muita gente imagina que ele “esforça mais” para funcionar — mas a tecnologia atual faz exatamente o oposto.