
7 de novembro de 2016
Quem foi Leonard Cohen
Leonard Norman Cohen (1934 – 2016) foi cantor, poeta e escritor canadense, conhecido por suas letras melancólicas, espirituais e intensamente humanas.
Antes mesmo de ser músico, Cohen já era um poeta respeitado no Canadá — seu primeiro livro, Let Us Compare Mythologies (1956), saiu quando ele tinha apenas 22 anos.
Mas foi na música que sua poesia ganhou voz.
Entre os anos 1960 e 2010, Cohen lançou mais de uma dezena de álbuns, criando canções que falam sobre amor, fé, solidão, política e a busca por sentido.
Principais obras
Algumas de suas músicas se tornaram hinos universais:
Hallelujah (1984) — gravada por dezenas de artistas e eternizada por Jeff Buckley.
Suzanne
So Long, Marianne
Bird on the Wire
Dance Me to the End of Love
Sua voz grave, sua presença discreta e suas letras existenciais o transformaram em um ícone cult — um poeta disfarçado de cantor.
⚰️ Como ele morreu
Leonard Cohen faleceu em 7 de novembro de 2016, aos 82 anos, em sua casa em Los Angeles.
A causa oficial foi uma queda durante o sono, que resultou em complicações fatais.
Na época, ele lutava contra problemas de saúde decorrentes da idade e câncer.
Apesar da fragilidade física, Cohen estava ativo até o fim: lançou seu último álbum, You Want It Darker, três semanas antes de morrer — uma despedida artística poderosa, quase profética.
Seu legado
Leonard Cohen é lembrado como um dos maiores letristas da música moderna.
Sua obra atravessa gerações e influenciou nomes como Bob Dylan, Nick Cave, U2, Rufus Wainwright e muitos outros.
Ele uniu poesia, filosofia e espiritualidade em canções que falam sobre a condição humana — sem clichês, mas com verdade.
Cohen mostrava que a beleza pode existir até nas rachaduras, como escreveu em uma de suas frases mais famosas:
“There is a crack in everything — that’s how the light gets in.”
(“Há uma rachadura em tudo — é assim que a luz entra.”)