
BERIMBAU
O berimbau é um instrumento musical de corda bastante conhecido no Brasil por ser um dos elementos centrais das rodas de capoeira, definindo os ritmos da dança.
De fato, acredita-se que o mesmo tenha surgido em antigas tribos africanas, as quais o usavam em rituais fúnebres, e sido levado para o Brasil por meio dos escravos a partir de 1538.
Antes de ter o papel de fazer o acompanhamento musical da capoeira, o berimbau já era utilizado por vendedores de doces, geralmente escravos alforriados, para chamar a atenção da clientela.
Entretanto, se analisarmos o berimbau como um modelo de arco musical, temos que voltar em épocas muito mais antigas.
Estima-se que este tenha sido um dos primeiros instrumentos que o homem tenha usado para emitir sons, realidade comprovada por meio de pinturas encontradas em cavernas na região sudeste da França.
O arco musical provavelmente surgiu em algum momento entre quinze a vinte mil anos atrás.
De fato, o mesmo esteve presente em festividades de egípcios, mesopotâmicos, persas, fenícios, entre diversos outros povos.
O berimbau(português brasileiro)ou hungo(português angolano é um instrumento de corda com origem em Angola e tradicional da Bahia.
Este instrumento foi levado pelos angolanos escravizados para o Brasil onde passou a ser utilizado para acompanhar a dança/luta/esporte acrobático chamado capoeira.
O instrumento é tema de uma canção popular do violonista brasileiro Baden Powell de Aquino, com letra composta por Vinícius de Moraes.
Considerado um dos maiores percussionistas do planeta, o músico Naná Vasconcelos, de Pernambuco, especializou-se em instrumentos de origem africana, em especial o berimbau, inclusive expandindo a sua técnica. Preservado na Bahia
até o presente, o berimbau sempre foi um suvenir no estado, vendido aos turistas muito mais como adorno que como instrumento — colorido e enfeitado, bem diferente daquele que os capoeiristas utilizam.
Outros nomes: Também conhecido como berimbau de peito em Portugal e hungu na África.
No sul de Moçambique, tem o nome de xitende.
É também conhecido entre os angolanos como m'bolumbumba, e utilizado pelos quimbundos, ovambos, nyanekas, humbis e khoisan