Mulher põe fogo no marido após ele chamá-la de “Passa Tempo” e dizer que ainda ama a ex.
- Jeanne de Almeida, de 22 anos, ateou fogo na casa onde morava com o marido, Deivison José da Silva, de 33 anos, com ele dentro, causando sua morte no incêndio.
- Em depoimento, ela afirmou que cometeu o crime por estar com “ódio” após ouvir de Deivison que era apenas um “passatempo” e que ele ainda gostava da ex-companheira.
- Ela também relatou que sofria agressões frequentes do marido, principalmente quando ele bebia, e que, horas antes do crime, ele havia tentado matá-la da mesma forma, incendiando o colchão onde ela dormia.
- Segundo Jeanne, Deivison era extremamente ciumento e a agredia por qualquer motivo, com socos e tapas, além de já tê-la ameaçado com uma faca.
- Nos últimos dias, ele estava ainda mais agressivo por causa do estado de saúde da irmã, que havia sofrido um acidente em 1° de maio e já estava com morte encefálica.
Os aparelhos que a mantinham viva seriam desligados na terça-feira seguinte.
- Na segunda-feira, Deivison não foi trabalhar e chegou em casa bêbado, carregando uma garrafa de corote.
Lá, continuou bebendo e tomou seus remédios controlados. Jeanne contou que bebeu com ele, e, ao longo da noite, ele saiu várias vezes para comprar e usar crack.
- Em determinado momento, Jeanne foi dormir, mas, sem motivo aparente, Deivison incendiou o colchão onde ela estava e trancou a porta do quarto.
- Desesperada, ela gritou por socorro até que ele abriu a porta.
Em seguida, Deivison disse que ela era apenas um “passatempo” e que amava a ex-mulher.
- Furiosa, Jeanne esperou Deivison dormir e decidiu se vingar da mesma forma:
ateou fogo no colchão onde ele estava e trancou a casa.
Ao sair, com o imóvel já em chamas, ouviu Deivison gritar: “Estou morrendo”.
- Segundo ela, pensou em ajudá-lo, mas temeu que, se ele sobrevivesse, a matasse.
- Após incendiar a casa, Jeanne se escondeu em uma área de mata por cerca de 20 minutos.
Depois, seguiu em direção à casa da mãe, mas foi abordada por um motociclista, que a aconselhou a voltar, pois bombeiros estavam no local.
- Ao retornar, foi interrogada, contou o que aconteceu e acabou presa pela Polícia Militar.