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SERIAL KILLER: HAROLD SHIPMAN
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 08/01/2026 08:21
Crimes Horríveis

 

O MÉDICO QUE TRANSFORMOU CONSULTÓRIOS EM CÂMARAS DE MORTE

 

 

- Harold Shipman não andava à noite, não sequestrava pessoas nem deixava corpos na rua.

 

Ele era médico de família. Respeitado. Sorridente.

 

E é considerado o serial killer mais prolífico da história moderna.

 

 

- Durante anos, idosos entravam sozinhos no consultório ou recebiam visitas domiciliares.

 

Confiavam nele como se confia em um salvador.

 

Minutos depois, estavam mortos.

 

 

- Shipman matou aplicando doses letais de diamorfina (heroína medicinal).

 

Não havia luta.

 

Não havia defesa.

 

Só uma seringa, uma mentira clínica e o silêncio.

 

 

- As vítimas eram, em maioria, mulheres idosas.

 

Muitas estavam saudáveis, independentes, ativas.

 

Ele escrevia depois: “morte natural”.

 

 

- Shipman falsificava prontuários.

 

Alterava laudos.

 

Ajustava datas.

 

Transformava assassinato em estatística médica.

 

 

- Famílias estranhavam.

 

Pessoas morriam sentadas, vestidas, sem sinais de sofrimento prévio.

 

Mas quem desconfiaria de um médico?

 

 

- Ele não matava por impulso.

 

Ele planejava.

 

Escolhia o paciente.

 

Calculava a dose.

 

Executava.

 

E seguia o dia.

 

 

- A polícia só começou a ligar os pontos quando ele tentou forjar o testamento de uma paciente para herdar dinheiro.

 

Não por compaixão.

 

Por ganância.

 

 

- Em 2000, Shipman foi condenado por 15 assassinatos.

 

A investigação oficial concluiu depois que ele matou pelo menos 215 pessoas.

 

Alguns estudos sugerem mais de 250.

 

 

- Sentença: prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.

 

Na prática: prisão até a morte.

 

- Shipman nunca demonstrou arrependimento.

 

Nunca explicou o porquê.

 

Nunca pediu desculpas.

 

Morreu como viveu: controlando o próprio fim.

 

- Em 2004, aos 58 anos, ele se suicidou na prisão.

 

Levou o motivo com ele.

 

Deixou centenas de famílias com perguntas sem resposta.

 

- Harold Shipman provou algo aterrador:

 

O maior perigo nem sempre usa máscara.

 

Às vezes, usa jaleco.

 

-  E a confiança — quando colocada na pessoa errada — pode ser fatal.

 

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