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LUTOU CONTRA O RACISMO: MALCOLM X
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 05/11/2026 07:55
Consciência Negra

 

 

 (ESTADOS UNIDOS, 1925–1965): A LUTA CONTRA O RACISMO E PELO ORGULHO NEGRO

Malcolm X foi um dos principais líderes negros da história dos Estados Unidos. Ativista, escritor e orador, dedicou sua vida à defesa da dignidade, da liberdade e dos direitos da população afro-americana, denunciando o racismo, a segregação racial e a violência contra pessoas negras.

Nascido em 19 de maio de 1925, em Omaha, Nebraska, com o nome de Malcolm Little, teve uma infância marcada pelo racismo e por dificuldades familiares. Seu pai, Earl Little, era ativista dos direitos dos negros e morreu quando Malcolm ainda era criança, em circunstâncias associadas à violência racial.

 

 

A TRANSFORMAÇÃO EM MALCOLM X

Durante um período na prisão, Malcolm passou por uma profunda transformação pessoal e religiosa. Aproximou-se da Nação do Islã (Nation of Islam), movimento que defendia o orgulho negro, a autonomia econômica e a valorização da identidade afro-americana.

Ao adotar o sobrenome X, rejeitou o nome Little, que considerava uma herança do período da escravidão. O X simbolizava o sobrenome africano perdido por seus antepassados durante a escravização.

Com sua capacidade de comunicação e seus discursos contundentes, tornou-se um dos principais porta-vozes do movimento.

 

 

COMO ELE COMBATEU O RACISMO?

Malcolm X denunciava a segregação racial, a violência policial, a discriminação no mercado de trabalho e a desigualdade de oportunidades.

Sua luta defendia princípios importantes:

  • Orgulho negro: incentivava a população afro-americana a valorizar sua história, cultura, aparência e identidade.

  • Autonomia econômica: defendia que comunidades negras desenvolvessem seus próprios negócios e instituições.

  • Autodefesa: argumentava que pessoas negras tinham o direito de se proteger diante de agressões racistas.

  • Direitos humanos: denunciava a discriminação racial como uma violação dos direitos fundamentais.

  • Consciência histórica: defendia que a população negra conhecesse sua ancestralidade e compreendesse as estruturas que sustentavam o racismo.

Malcolm X tinha uma abordagem diferente da de Martin Luther King Jr., especialmente em relação à integração racial e à resistência não violenta. Enquanto King defendia a desobediência civil pacífica, Malcolm enfatizava a autodefesa e o direito de resistência diante da violência.

 

 

A VIAGEM QUE TRANSFORMOU SUAS IDEIAS

Em 1964, Malcolm X rompeu com a Nação do Islã e realizou uma peregrinação a Meca, na Arábia Saudita.

A experiência ampliou sua visão sobre as relações raciais. Ele passou a defender uma compreensão mais abrangente da humanidade, reconhecendo que pessoas de diferentes origens poderiam conviver e compartilhar a mesma fé.

Também passou a enxergar a luta dos afro-americanos como parte de uma mobilização internacional contra o racismo, o colonialismo e as violações dos direitos humanos.

 

 

SUA MORTE E SEU LEGADO

Em 21 de fevereiro de 1965, Malcolm X foi assassinado enquanto discursava no Audubon Ballroom, em Nova York. Tinha apenas 39 anos.

Sua morte interrompeu uma trajetória de intensa atuação política, mas suas ideias continuaram influenciando movimentos negros, organizações antirracistas e gerações de ativistas.

Sua autobiografia, A Autobiografia de Malcolm X, publicada após sua morte, tornou-se uma obra importante para compreender sua vida e a luta pelos direitos da população negra.

 

 

POR QUE MALCOLM X É IMPORTANTE PARA A CONSCIÊNCIA NEGRA?

Malcolm X deixou uma mensagem fundamental: combater o racismo também significa recuperar a autoestima, reconhecer a própria história, defender direitos e questionar estruturas que perpetuam desigualdades.

Sua trajetória lembra que a luta antirracista não se resume a combater ofensas individuais. Ela também envolve enfrentar a discriminação nas instituições, no trabalho, na educação, na política e nas oportunidades sociais.

Seu legado permanece como símbolo da luta por dignidade, identidade, liberdade e igualdade para a população negra.

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