
Os acontecimentos estranhos e perturbadores nos bastidores do filme ♀️
Coisas estranhas e perturbadoras que aconteceram nos bastidores do filme
♀️Lançado em 2015, A Bruxa (The Witch) é considerado um dos filmes de terror psicológico mais perturbadores dos últimos anos. Dirigido por Robert Eggers, o longa acompanha uma família puritana que vive isolada em uma floresta no século XVII, onde acontecimentos sobrenaturais começam a destruir a convivência familiar.
Mas os bastidores também foram marcados por situações bastante incomuns: animais difíceis de controlar, gravações em lugares isolados e cenas extremamente intensas.
Confira algumas histórias curiosas e perturbadoras da produção!
1. O bode Black Phillip era um verdadeiro pesadelo nos bastidores
O bode preto Black Phillip é um dos personagens mais assustadores do filme. Na vida real, o animal se chamava Charlie e deu muito trabalho à equipe.
O diretor Robert Eggers inicialmente planejava utilizar três bodes diferentes, cada um treinado para realizar determinadas ações. Entretanto, os planos não deram certo e a produção acabou utilizando um único animal.
Charlie frequentemente se recusava a obedecer, preferia dormir e, em algumas ocasiões, atacava Ralph Ineson, ator que interpretava William.
O diretor chegou a comentar que estava preocupado se conseguiria terminar o filme por causa das dificuldades com o animal.
2. O bode chegou a machucar um dos protagonistas
Uma das cenas mais complicadas envolvia William entrando em confronto com Black Phillip.
A equipe tentou gravar a sequência durante aproximadamente três horas, repetindo a primeira tomada 27 vezes.
O bode não colaborava e a situação acabou provocando ferimentos e exaustão no ator Ralph Ineson.
A equipe precisou abandonar aquela tentativa e modificar a sequência. Uma das cenas mais importantes do desfecho acabou sendo adaptada por causa do comportamento imprevisível do animal.
3. Um corvo atacou uma atriz durante uma gravação
Outra situação desconfortável aconteceu com Kate Dickie, intérprete de Katherine.
Em uma sequência perturbadora, um corvo deveria bicar a região do peito da personagem.
Para proteger a atriz, a equipe utilizou uma prótese especial. Entretanto, durante a gravação, o animal conseguiu danificar o acessório.
Kate descreveu a experiência como uma das coisas mais assustadoras que já havia filmado. O tamanho do corvo também contribuiu para o desconforto.
4. A cena de possessão de Caleb exigiu uma preparação especial
Uma das sequências mais perturbadoras envolve Caleb, interpretado por Harvey Scrimshaw.
O menino retorna para casa depois de desaparecer na floresta e apresenta um comportamento extremamente estranho, como se estivesse possuído por uma entidade demoníaca.
A atuação exigia movimentos corporais incomuns, expressões faciais intensas e uma interpretação de sofrimento religioso.
Para preparar o jovem ator, o diretor utilizou referências de vídeos de supostas possessões demoníacas, ajudando-o a compreender os movimentos que deveria reproduzir.
Apesar da intensidade das cenas, a equipe procurou proteger os atores mirins durante as gravações.
5. A equipe trabalhava praticamente isolada da civilização
As gravações aconteceram em Kiosk, uma pequena localidade madeireira abandonada em Ontário, no Canadá.
O lugar era tão remoto que a equipe enfrentava dificuldades para conseguir sinal de celular e acesso à internet.
A infraestrutura era precária, não havia Wi-Fi e até a disponibilidade de banheiros era insuficiente.
O diretor queria que o ambiente transmitisse a sensação de isolamento experimentada pela família do filme. E a realidade acabou contribuindo bastante para isso.
6. Uma atriz de aproximadamente 90 anos foi coberta de sangue e sujeira
Uma das imagens mais perturbadoras do longa é a da velha bruxa que aparece na floresta.
A personagem foi interpretada por Bathsheba Garnett, que tinha aproximadamente 90 anos durante as filmagens.
O diretor contou que, em determinadas sequências, a atriz foi coberta de sangue e sujeira reais, em vez de depender exclusivamente de efeitos digitais ou próteses.
A intenção era produzir uma aparência física mais convincente e desconfortável.
7. Os animais foram um dos maiores problemas da produção
A produção tinha galinhas, cabras, cavalos, corvos e outros animais necessários para reproduzir uma fazenda do século XVII.
Entretanto, trabalhar com eles foi muito mais complicado do que parecia.
Eggers explicou que havia planejado utilizar três cabras com habilidades diferentes: uma que empinasse, outra que desse coices e uma terceira que conseguisse permanecer parada.
O plano fracassou, e Charlie acabou se tornando um dos maiores desafios das filmagens.
8. Uma cena foi abandonada por causa de dificuldades com o bode
Uma curiosidade pouco conhecida envolve uma sequência que acabou sendo retirada do roteiro.
Originalmente, existia uma cena em que Thomasin deveria encontrar Black Phillip em uma situação sexual com uma cabra.
A equipe precisava de uma condição específica para estimular o comportamento do animal, mas não conseguiu obter o material necessário na região isolada onde estavam gravando.
Além disso, Charlie já era suficientemente difícil de controlar.
A sequência acabou sendo descartada e substituída por outra solução narrativa envolvendo a lebre que aparece no filme.
9. Anya Taylor-Joy estava fazendo seu primeiro grande filme
A atriz Anya Taylor-Joy interpretou Thomasin, protagonista da história.
Embora hoje seja conhecida mundialmente por trabalhos como O Gambito da Rainha, Fragmentado e Furiosa, A Bruxa foi seu primeiro longa-metragem de grande destaque.
Ela contou que nunca havia trabalhado em uma produção cinematográfica daquela dimensão e que a experiência foi muito importante para sua carreira.
10. O filme foi gravado com iluminação natural e velas
Uma das características mais impressionantes do longa é sua fotografia escura e naturalista.
Robert Eggers evitou a iluminação artificial convencional sempre que possível.
As cenas externas utilizavam luz natural, enquanto os interiores eram iluminados principalmente por velas.
Isso trouxe dificuldades técnicas, mas ajudou a criar uma atmosfera sufocante, como se o espectador estivesse realmente vivendo naquela fazenda do século XVII.
11. O roteiro levou anos de pesquisa histórica
O diretor passou aproximadamente quatro anos pesquisando documentos, relatos religiosos, registros históricos e textos sobre bruxaria.
Ele queria retratar o medo das bruxas como poderia ter sido compreendido por uma família puritana do século XVII.
Até os diálogos foram cuidadosamente trabalhados para reproduzir a linguagem da época.
Algumas manifestações sobrenaturais foram inspiradas em relatos religiosos históricos associados ao puritanismo.
Curiosidades extras sobre A Bruxa
Título diferente: em alguns materiais promocionais, o filme aparece como The VVitch, com dois Vs, uma grafia inspirada em documentos antigos sobre bruxaria.
• Orçamento pequeno: a produção custou aproximadamente US$ 3,5 milhões.
• Estreia premiada: o filme estreou no Festival de Sundance de 2015, onde Robert Eggers recebeu o prêmio de melhor direção na competição de cinema dramático.
• Black Phillip tinha nome real: Charlie, o bode, voltou para a fazenda de onde veio depois das filmagens.
• A floresta era fundamental: o diretor utilizou paisagens reais para construir a sensação de ameaça constante.
O detalhe mais interessante: não existem relatos confiáveis de acontecimentos sobrenaturais reais no set de A Bruxa. Porém, os bastidores tiveram tantos problemas com animais, isolamento e cenas perturbadoras que a produção parece ter vivido sua própria versão de um filme de terror!