Um dos crimes mais conhecidos e perturbadores associados ao Halloween aconteceu em 31 de outubro de 1974, no Texas, Estados Unidos. O caso ficou conhecido como o do Candy Man, apelido dado a Ronald Clark O’Bryan, que matou o próprio filho com um doce envenenado.
O que aconteceu naquela noite?
Timothy O’Bryan, de apenas 8 anos, saiu para pedir doces de Halloween com o pai, a irmã e outras crianças. Depois de voltarem para casa, o menino comeu um doce do tipo Pixy Stix — um tubo de açúcar em pó — que continha cianeto de potássio.
Pouco depois, Timothy passou mal e começou a apresentar sintomas graves. Ele morreu a caminho do hospital. A investigação revelou que o doce havia sido envenenado.
O motivo por trás do crime
Segundo a acusação, Ronald estava endividado e teria planejado matar os próprios filhos para receber o dinheiro de seguros de vida. Ele havia preparado cinco doces envenenados, distribuindo-os também a outras crianças para tentar desviar as suspeitas.
As outras crianças não morreram. A investigação, porém, reuniu provas que levaram à condenação de Ronald pelo assassinato do filho.
Qual foi o desfecho?
Ronald O’Bryan foi condenado à morte e executado em março de 1984, após anos mantendo sua inocência. O caso ganhou enorme repercussão nos Estados Unidos e ficou marcado como um dos crimes mais aterrorizantes da história do Halloween.
O episódio também alimentou o medo de que doces distribuídos durante a data pudessem estar envenenados. É importante, porém, distinguir esse caso real de rumores generalizados sobre doces adulterados: histórias assustadoras circulam há décadas, mas nem todas são comprovadas.
O aspecto mais perturbador desse crime é que o perigo não veio de um estranho fantasiado, mas do próprio pai da criança.