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NOVA LEI NO FUTEBOL INSPIRADA EM VINÍCIUS JR REFORÇA O COMBATE AO RACISMO NOS ESTÁDIOS
Por JOAO BISPO
Publicado em 27/10/2026 08:25
Esportes

O nome do atacante brasileiro Vinícius Júnior, o Vini Jr., tornou-se símbolo de iniciativas contra o racismo no futebol. Em outubro de 2026, a Câmara Municipal de Goiânia aprovou em definitivo uma proposta que cria a Política Municipal “Vini Jr.” de combate ao racismo em estádios, ginásios e arenas esportivas.

 

 

A iniciativa busca combater manifestações racistas, proteger atletas e torcedores e estabelecer procedimentos para que denúncias sejam tratadas durante eventos esportivos.

O que a proposta determina?

PSG and Basaksehir players take knee during Champions League anthem - TNT Sports
 
 
 

Entre as medidas previstas no projeto aprovado em Goiânia estão:

  • Campanhas contra o racismo: divulgação de mensagens educativas antes das partidas e durante os intervalos.

  • Orientação dos funcionários: preparação de equipes para identificar ocorrências e acolher denúncias.

  • Proteção às vítimas: divulgação dos serviços públicos disponíveis para atendimento.

  • Interrupção de eventos: criação de um protocolo para interromper partidas diante de denúncias ou da identificação de condutas racistas.

     

     

A lei já está valendo?

É importante fazer uma distinção: a notícia de 8 de outubro de 2026 informa que a Câmara de Goiânia aprovou o projeto em segunda votação e o encaminhou ao prefeito para sanção. Não confirmei, nas fontes consultadas, se houve sanção posterior. Portanto, não é correto afirmar que essa proposta municipal já está em vigor.

Além disso, Goiânia não é a primeira cidade ou região a adotar medidas com o nome de Vini Jr. O Rio de Janeiro já possui uma política estadual semelhante, instituída pela Lei nº 10.053/2023.

 

 

Por que a iniciativa é importante?

Vinícius Júnior transformou as denúncias de racismo que sofreu em uma pauta internacional sobre a responsabilidade de clubes, federações e autoridades esportivas. A proposta busca fazer com que o combate ao preconceito não dependa apenas da reação individual de atletas ou vítimas, mas também de procedimentos institucionais.

O objetivo é claro: racismo não pode ser tratado como parte normal do futebol. A prevenção, o acolhimento das vítimas e a responsabilização adequada são essenciais para tornar os estádios ambientes seguros e respeitosos.

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