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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO: POR QUE O PRÉDIO FOI QUEIMADO?
Por JOAO BISPO
Publicado em 13/10/2026 08:55
Notícia

O incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, em 7 de outubro de 2026, destruiu parte de um prédio que abrigava laboratórios científicos. O caso chamou a atenção porque ocorreu após outros dois incêndios na universidade em pouco mais de uma semana e em meio à divulgação de ameaças contra estudantes e instituições de ensino.

 

 

Mas há um ponto fundamental: até as informações divulgadas pelas autoridades em 9 de outubro, não estava confirmado que o incêndio tivesse sido provocado intencionalmente. A Polícia Federal foi acionada para investigar a causa.

 

 

Por que existe suspeita de que o fogo tenha sido criminoso?

A suspeita ganhou força após relatos de mensagens ameaçadoras dirigidas a estudantes, incluindo referências a ataques contra departamentos universitários. O contexto político também aumentou a preocupação, mas não foi comprovado que as ameaças tenham provocado o incêndio.

 

 

O que foi perdido?

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Equipamentos e materiais científicos

O prejuízo preliminar estimado pela reitoria foi de aproximadamente R$ 100 milhões.

 

 

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Pesquisas de muitos anos

Foram afetados materiais e dados acumulados ao longo de até 20 anos, além de trabalhos de cerca de 80 a 100 estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado.

 

 

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Estudos sobre saúde e medicamentos

O prédio abrigava pesquisas em áreas como fármacos, genética e inovação terapêutica, incluindo estudos relacionados a doenças como câncer e Covid-19.

 

 

E os outros incêndios na universidade?

A UFPE registrou três ocorrências em oito dias:

  • 30 de setembro: incêndio em um laboratório de Física, associado inicialmente a um experimento com equipamento de aquecimento.

  • 4 de outubro: incêndio em um laboratório de Citogenética, atribuído pela universidade a um curto-circuito no ar-condicionado.

  • 7 de outubro: incêndio de grandes proporções no prédio que concentrava diversos laboratórios. A causa permanecia desconhecida nas últimas informações consultadas.

     

     

A sequência dos episódios chamou a atenção, mas não havia confirmação de que os três incêndios estivessem relacionados.

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