️ 7. Um acidente com o sistema de segurança inundou o cenário
Como se o incêndio já não fosse suficiente, outro problema técnico atingiu a produção.
O sistema de sprinklers do cenário apresentou problemas e provocou danos, contribuindo para novos atrasos e complicações nas filmagens.
A sucessão de incidentes ajudou a consolidar a reputação de que o filme estava sendo perseguido por uma série de acontecimentos desafortunados.
8. Um eletricista perdeu parte de um dedo durante a produção
Os acidentes não ficaram restritos aos atores. Trabalhadores responsáveis pela construção e pelos efeitos especiais também sofreram ferimentos.
Relatos sobre os bastidores mencionam um carpinteiro que perdeu o polegar e um profissional da equipe de iluminação que perdeu parte de um dedo do pé.
Esses acidentes reais contribuíram para a atmosfera de tensão que cercava a produção.
️ 9. O filho de um dos atores foi atropelado por uma motocicleta
Um dos episódios mais assustadores envolveu o filho do ator Jason Miller, intérprete do padre Damien Karras.
Durante o período de produção, o menino foi atingido por uma motocicleta em uma praia. Ele sobreviveu ao acidente, mas o episódio causou preocupação entre os envolvidos.
O acontecimento passou a integrar a lista de tragédias e acidentes associados à suposta maldição do filme.
10. A cena médica foi filmada com procedimentos e equipamentos reais
Uma das sequências mais desconfortáveis mostra Regan passando por exames médicos invasivos para investigar o que está acontecendo com ela.
O filme utilizou equipamentos médicos e procedimentos inspirados em práticas reais da época, criando uma sensação de realismo que torna as cenas ainda mais perturbadoras.
Um detalhe curioso é que Paul Bateson, que aparece interpretando um técnico de radiologia nessa sequência, foi posteriormente condenado pelo assassinato do jornalista Addison Verrill, em 1979.
A coincidência entre sua participação em um filme tão sombrio e seu envolvimento posterior em um crime real contribuiu para a fama macabra da produção.
11. Linda Blair recebeu ameaças depois do lançamento
A atriz Linda Blair tinha apenas 14 anos quando o filme chegou aos cinemas. Sua interpretação de Regan foi tão impactante que algumas pessoas passaram a associar a personagem à própria atriz.
Ela recebeu ameaças e enfrentou reações hostis de pessoas que acreditavam que o filme promovia o satanismo ou que sua participação era ofensiva à religião.
Por segurança, a equipe precisou tomar medidas para protegê-la. O lado mais triste dessa história é que uma adolescente acabou enfrentando consequências reais por interpretar uma personagem fictícia.
12. Dois atores morreram antes da estreia, e seus personagens também morrem no filme
Jack MacGowran, que interpretou o cineasta Burke Dennings, e Vasiliki Maliaros, que viveu a mãe do padre Karras, morreram antes da estreia do longa.
O detalhe que parece saído de uma história de terror é que os dois personagens também morrem na trama.
Essa coincidência foi frequentemente citada em relatos sobre a suposta maldição. No entanto, as mortes tiveram causas naturais e não há qualquer evidência de conexão sobrenatural com a história do filme.
13. O diretor dava sustos reais nos atores para conseguir reações mais intensas
William Friedkin ficou conhecido por seu estilo de direção intenso e por métodos controversos.
Entre os relatos sobre suas técnicas de trabalho, está o uso de disparos de arma de fogo fora do enquadramento para surpreender atores e conseguir reações espontâneas em determinadas cenas.
Essa abordagem provocava tensão genuína, mas também levantou discussões sobre os limites éticos da direção e o tratamento dado ao elenco.
É um exemplo de como o terror do filme não estava presente apenas na história, mas também em algumas práticas utilizadas para produzi-lo.
️ 14. A famosa cena da caminhada de aranha foi retirada da versão original

Uma das cenas mais perturbadoras da versão estendida mostra Regan descendo as escadas de costas, com o corpo dobrado em uma posição quase impossível e a língua coberta de sangue.
A sequência foi planejada para a produção original, mas acabou retirada da edição lançada em 1973. Uma das razões apontadas foi a dificuldade de esconder os fios utilizados para sustentar a atriz e realizar os movimentos.
A cena foi incluída na versão estendida de 2000, com ajustes digitais. O resultado parece uma imagem saída de um pesadelo e se tornou uma das sequências mais lembradas pelos fãs do gênero.
15. A história foi inspirada em um caso real de suposta possessão
Talvez o detalhe mais inquietante de todos seja a origem da história.
O escritor William Peter Blatty se inspirou em relatos de um caso de suposta possessão demoníaca ocorrido nos Estados Unidos, em 1949, envolvendo um adolescente conhecido pelo pseudônimo Roland Doe.
O jovem passou por uma série de rituais religiosos realizados por sacerdotes católicos. Os relatos mencionavam comportamentos incomuns, manifestações físicas e fenômenos que os envolvidos interpretaram como sinais de possessão.
Blatty pesquisou o caso e transformou elementos da história em um romance, publicado em 1971, que posteriormente deu origem ao filme.
Embora existam registros e testemunhos históricos sobre o caso, as alegações de possessão não foram comprovadas cientificamente. A adaptação cinematográfica também modificou personagens, circunstâncias e acontecimentos.
