
Os últimos momentos antes de sua morte
Dolores O’Riordan, vocalista do The Cranberries, morreu aos 46 anos em 15 de janeiro de 2018, em um quarto do Hilton Park Lane, em Londres. A investigação oficial concluiu que sua morte foi acidental: afogamento na banheira associado à intoxicação por álcool. A polícia não encontrou indícios de que a morte fosse suspeita, e a coroner registrou o caso como acidente.
Nas horas anteriores, Dolores estava em Londres por motivos profissionais. Ela havia viajado para trabalhar em músicas e estava envolvida em novos projetos musicais.
Na madrugada de 15 de janeiro, ela chegou a demonstrar entusiasmo com o trabalho. Por volta de 1h12, deixou uma mensagem de voz para um amigo falando animadamente sobre uma nova gravação, dizendo que o resultado estava muito bom. Pouco depois, também conversou com a mãe, por volta das 2h.
Às 2h10, registros do hotel indicaram que o minibar havia sido acessado. No quarto foram posteriormente encontradas pequenas garrafas de bebidas alcoólicas vazias e uma garrafa de champanhe. O exame toxicológico apontou 330 mg de álcool por 100 ml de sangue, nível superior a quatro vezes o limite legal para dirigir no Reino Unido.
Na manhã seguinte, uma funcionária do hotel encontrou Dolores submersa na banheira. Policiais iniciaram procedimentos de reanimação antes da chegada dos paramédicos, mas ela foi declarada morta às 9h16.
E como ela estava emocionalmente naquele período?
Dolores tinha enfrentado dificuldades psicológicas ao longo da vida, incluindo depressão e transtorno bipolar, além de problemas relacionados ao consumo excessivo de álcool. Entretanto, os depoimentos apresentados na investigação indicaram que ela vinha apresentando melhora nas semanas anteriores.
Um psiquiatra que havia conversado com ela em 9 de janeiro, apenas seis dias antes da morte, declarou que Dolores estava de bom humor. Outro profissional que a avaliou em dezembro afirmou que ela estava melhor e que, naquele momento, não apresentava pensamentos suicidas.
A investigação também revelou que ela havia passado anteriormente por um episódio preocupante em 2017, quando chegou a escrever parte de uma nota de suicídio enquanto bebia e utilizava medicamento prescrito. Isso, porém, não foi considerado evidência de que sua morte em janeiro de 2018 tivesse sido intencional.
O que aconteceu, oficialmente?
A conclusão da investigação foi bastante específica:
Dolores O’Riordan morreu por afogamento acidental na banheira, provocado no contexto de intoxicação alcoólica.
A coroner afirmou que não havia evidências de intenção de suicídio. Não foi encontrada uma nota de despedida, e a polícia considerou a morte não suspeita.
Por isso, ao contar a história dos momentos que antecederam sua morte, é importante não apresentar a morte de Dolores como suicídio. Seu histórico de saúde mental faz parte de sua biografia, mas não altera a conclusão oficial sobre a causa da morte.