A Justiça de São Paulo realiza nesta quinta-feira (17 de setembro de 2026) a primeira audiência de instrução do processo que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior paulista. Quatro pessoas respondem ao processo.
O que aconteceu?
Maria Eduarda participava, em 13 de junho, de um evento na chamada Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis.
Segundo a denúncia do Ministério Público, ela participava da modalidade conhecida como “aviãozinho”, na qual o participante é lançado da estrutura. Porém, no momento do salto, a corda de segurança não estaria conectada ao corpo da jovem.
Imagens registraram o momento em que Maria Eduarda foi lançada e caiu de aproximadamente 40 metros. Ela sofreu politraumatismos e morreu no local.
Quem são os réus?
Quatro pessoas foram denunciadas:
- Luis Felipe Feliciano Egoroff
- Maicon Fernandes Cintra
- Vitor de Freitas Gonçalves
- Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como responsável pela organização dos eventos.
Os três homens são acusados de homicídio qualificado com dolo eventual. Evelyne responde por homicídio e também por fraude processual, relacionada, segundo o Ministério Público, à tentativa de ocultar uma câmera que estava com Maria Eduarda.
Dolo eventual significa, em termos jurídicos, que a acusação sustenta que os envolvidos não necessariamente queriam provocar a morte, mas teriam assumido o risco de que ela acontecesse.
O que acontece na audiência?
A audiência de instrução é uma etapa destinada à produção de provas. Testemunhas podem ser ouvidas e os réus podem prestar depoimento.
Depois dessa fase, a Justiça avaliará se existem elementos suficientes para que o caso seja levado ao Tribunal do Júri, já que os réus respondem por acusações de homicídio doloso.
E as prisões?
A Justiça manteve os quatro réus presos preventivamente em agosto. O juiz apontou, entre outros fatores, riscos relacionados à produção das provas e à aplicação da lei penal.
As defesas contestam as acusações. Advogados de alguns dos réus afirmaram que seus clientes não tinham intenção de matar nem assumiram o risco da morte, defendendo uma interpretação diferente da apresentada pelo Ministério Público.
O caso ainda não tem condenação
A audiência desta quinta-feira não é o julgamento final. Os acusados continuam sendo considerados réus e terão direito à defesa durante o processo. A eventual responsabilidade criminal será definida pela Justiça após a produção e análise das provas.