Ouvir rádio

Pausar rádio

Offline
ROPE JUMP: JUSTIÇA REALIZA PRIMEIRA AUDIÊNCIA SOBRE MORTE DE JOVEM EM SP
Por JOAO BISPO
Publicado em 17/09/2026 08:58
Notícia

A Justiça de São Paulo realiza nesta quinta-feira (17 de setembro de 2026) a primeira audiência de instrução do processo que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior paulista. Quatro pessoas respondem ao processo.

O que aconteceu?

Maria Eduarda participava, em 13 de junho, de um evento na chamada Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis.

Segundo a denúncia do Ministério Público, ela participava da modalidade conhecida como “aviãozinho”, na qual o participante é lançado da estrutura. Porém, no momento do salto, a corda de segurança não estaria conectada ao corpo da jovem.

Imagens registraram o momento em que Maria Eduarda foi lançada e caiu de aproximadamente 40 metros. Ela sofreu politraumatismos e morreu no local.

Quem são os réus?

Quatro pessoas foram denunciadas:

  • Luis Felipe Feliciano Egoroff
  • Maicon Fernandes Cintra
  • Vitor de Freitas Gonçalves
  • Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como responsável pela organização dos eventos.

Os três homens são acusados de homicídio qualificado com dolo eventual. Evelyne responde por homicídio e também por fraude processual, relacionada, segundo o Ministério Público, à tentativa de ocultar uma câmera que estava com Maria Eduarda.

Dolo eventual significa, em termos jurídicos, que a acusação sustenta que os envolvidos não necessariamente queriam provocar a morte, mas teriam assumido o risco de que ela acontecesse.

O que acontece na audiência?

A audiência de instrução é uma etapa destinada à produção de provas. Testemunhas podem ser ouvidas e os réus podem prestar depoimento.

Depois dessa fase, a Justiça avaliará se existem elementos suficientes para que o caso seja levado ao Tribunal do Júri, já que os réus respondem por acusações de homicídio doloso.

E as prisões?

A Justiça manteve os quatro réus presos preventivamente em agosto. O juiz apontou, entre outros fatores, riscos relacionados à produção das provas e à aplicação da lei penal.

As defesas contestam as acusações. Advogados de alguns dos réus afirmaram que seus clientes não tinham intenção de matar nem assumiram o risco da morte, defendendo uma interpretação diferente da apresentada pelo Ministério Público.

O caso ainda não tem condenação

 

A audiência desta quinta-feira não é o julgamento final. Os acusados continuam sendo considerados réus e terão direito à defesa durante o processo. A eventual responsabilidade criminal será definida pela Justiça após a produção e análise das provas.

Comentários