1/4 — Orgulho e Preconceito, de Jane Austen
Publicado em 1813, o romance acompanha Elizabeth Bennet, uma jovem inteligente e independente que vive em uma sociedade na qual o casamento era uma das principais formas de garantir segurança e status para as mulheres.
Entre ironias, conflitos e julgamentos precipitados, Jane Austen questiona as expectativas sociais impostas às mulheres e mostra como orgulho e preconceito podem influenciar nossos relacionamentos.
2/4 — A Hora da Estrela, de Clarice Lispector
A história acompanha Macabéa, uma jovem nordestina que vive no Rio de Janeiro em condições de extrema pobreza e invisibilidade social.
Por meio dela, Clarice Lispector aborda solidão, desigualdade, identidade e o desejo de simplesmente ser reconhecida como alguém que importa.
É um livro curto, mas carregado de questões profundas sobre existência e humanidade.
3/4 — Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus
Publicado em 1960, o livro reúne registros do cotidiano de Carolina Maria de Jesus, mulher negra, mãe e moradora da favela do Canindé, em São Paulo.
Em seus diários, ela relata a fome, a pobreza, a maternidade, as dificuldades para sobreviver e também sua relação com a escrita.
A obra se tornou um importante documento literário e social sobre a desigualdade brasileira.
4/4 — Três mulheres, três épocas, três perspectivas
Jane Austen falou sobre as expectativas sociais e os relacionamentos.
Clarice Lispector mergulhou na solidão e na existência.
Carolina Maria de Jesus transformou sua própria experiência em testemunho da desigualdade.
A literatura escrita por mulheres não conta uma única história: ela revela diferentes maneiras de enxergar o mundo.