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PAPA LEÃO XIV REVOGA CORTES DE SALÁRIOS NO VATICANO ADOTADOS POR FRANCISCO
Por JOAO BISPO
Publicado em 14/09/2026 15:47
Notícia

O papa Leão XIV decidiu revogar os cortes salariais impostos em 2021 pelo papa Francisco a cardeais e outros integrantes da Cúria Romana. A medida foi anunciada nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, justamente no aniversário de 71 anos de Leão XIV.

Por que Francisco havia cortado os salários?

Os cortes foram determinados durante a pandemia de Covid-19, quando o Vaticano enfrentava dificuldades financeiras. Francisco argumentou que era necessário reduzir despesas para evitar medidas ainda mais duras, como demissões de funcionários leigos.

A decisão de 2021 estabeleceu diferentes níveis de redução:

  • Cardeais: corte de 10% nos salários;
  • Chefes e secretários de departamentos da Cúria: redução de 8%;
  • Sacerdotes e religiosos: redução de 3%;
  • Além disso, foram congelados determinados aumentos salariais por tempo de serviço para funcionários leigos de níveis mais altos.

Na época, a Santa Sé enfrentava um déficit estrutural e também problemas relacionados ao financiamento de seu sistema previdenciário. A pandemia ainda havia provocado uma forte queda nas receitas dos Museus do Vaticano, que ficaram fechados durante meses.

O que Leão XIV decidiu?

Por meio de um motu proprio, Leão XIV revogou as medidas de contenção salarial adotadas por Francisco.

Na prática, isso significa que os salários voltam aos níveis anteriores aos cortes. A decisão também encerra as restrições relacionadas aos aumentos por tempo de serviço que haviam sido congelados para determinados funcionários.

Um ponto importante é que a decisão não é retroativa: os valores que deixaram de ser recebidos durante os anos em que os cortes vigoraram não serão pagos posteriormente.

Por que Leão XIV tomou essa decisão?

O novo pontífice afirma que as medidas de austeridade foram necessárias diante da situação excepcional provocada pela pandemia, mas que agora podem ser encerradas.

Leão XIV declarou confiança de que a Santa Sé e o Estado da Cidade do Vaticano poderão continuar buscando a sustentabilidade financeira por outros meios.

A decisão também chama atenção porque representa mais uma mudança de orientação administrativa em relação ao pontificado de Francisco. Não significa necessariamente uma rejeição completa das reformas econômicas de Francisco, mas mostra que Leão XIV está disposto a revisar algumas das medidas adotadas por seu antecessor.

O que muda, afinal?

A medida beneficia principalmente cardeais e integrantes de alto escalão da Cúria, além de sacerdotes, religiosos e determinados funcionários afetados pelas regras de austeridade.

O Vaticano, portanto, está encerrando uma política salarial criada em meio à crise da pandemia, enquanto Leão XIV sinaliza que pretende enfrentar a situação financeira da Igreja por outros mecanismos.

 

A notícia ganhou ainda mais repercussão por ter sido divulgada no aniversário de 71 anos do papa, fazendo com que alguns veículos descrevessem a reversão como um "presente" aos funcionários do Vaticano.

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