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SETEMBRO AMARELO: ANSIEDADE E SOFRIMENTO EMOCIONAL
Por JOAO BISPO
Publicado em 09/09/2026 09:41
Setembro Amarelo

 

SETEMBRO AMARELO

Ansiedade e sofrimento emocional: quando a preocupação começa a ocupar espaço demais

Sentir ansiedade faz parte da experiência humana. Antes de uma prova, uma entrevista de emprego, uma mudança importante ou uma situação de perigo, é natural que o corpo entre em estado de alerta.

O problema começa quando a ansiedade deixa de ser uma reação pontual e passa a interferir de maneira significativa na vida cotidiana.

Ela pode começar como uma preocupação aparentemente pequena e, aos poucos, ocupar cada vez mais espaço nos pensamentos, no corpo e na rotina.

️ Ansiedade não é simplesmente "pensar demais"

A ansiedade pode envolver uma combinação de sintomas emocionais, físicos e comportamentais.

A pessoa pode apresentar:

  • preocupação excessiva ou difícil de controlar;

  • sensação constante de que algo ruim vai acontecer;

  • irritabilidade;

  • dificuldade para se concentrar;

  • sensação de estar sempre em alerta;

  • tensão muscular;

  • palpitações ou coração acelerado;

  • falta de ar ou sensação de aperto no peito;

  • alterações no sono;

  • cansaço frequente;

  • mudanças no apetite;

  • vontade de evitar determinados lugares ou situações.

Nem todo mundo apresenta os mesmos sintomas.

⚠️ Quando ela começa a comprometer a vida?

Um dos sinais mais importantes é observar o impacto da ansiedade na rotina.

Por exemplo, quando a pessoa começa a:

❌ evitar encontros e atividades que antes gostava;

❌ faltar ao trabalho ou à escola;

❌ deixar de realizar tarefas importantes;

❌ ter dificuldade para dormir repetidamente;

❌ sentir que não consegue controlar as preocupações;

❌ abandonar projetos, relacionamentos ou hobbies por medo;

❌ viver em estado constante de tensão e exaustão.

A intensidade e a duração dos sintomas também importam. Uma fase difícil pode provocar ansiedade sem necessariamente significar um transtorno. Por isso, o diagnóstico deve ser feito por um profissional qualificado.

Ansiedade e sofrimento emocional podem caminhar juntos

O sofrimento emocional não aparece necessariamente de forma evidente.

Uma pessoa pode continuar trabalhando, estudando, sorrindo, cuidando da casa e conversando normalmente enquanto enfrenta uma enorme batalha internamente.

Por isso, frases como "mas você parece tão bem" podem ser especialmente dolorosas.

Nem todo sofrimento é visível.

E o que isso tem a ver com o Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo busca ampliar a conversa sobre saúde mental e prevenção do suicídio.

Falar sobre ansiedade não significa afirmar que toda pessoa ansiosa está em risco de suicídio. São situações diferentes.

Porém, sofrimento emocional intenso e persistente merece atenção, especialmente quando aparece acompanhado de desesperança, isolamento, sensação de não haver saída ou pensamentos relacionados à morte.

Nessas situações, não é preciso esperar a pessoa chegar ao limite para procurar ajuda.

Como ajudar alguém que está sofrendo?

Às vezes, uma conversa acolhedora pode ser o primeiro passo.

Em vez de:

"É só parar de pensar nisso."

Experimente:

"Eu percebi que você não está bem. Quer conversar? Estou aqui para te ouvir."

Não é necessário ter todas as respostas.

Ouvir sem julgamento, levar o sofrimento a sério e incentivar a busca por ajuda profissional podem fazer diferença.

Pedir ajuda não é fraqueza

Psicólogos e psiquiatras podem ajudar a compreender o que está acontecendo e encontrar estratégias adequadas para cada pessoa.

Se os sintomas estão atrapalhando sua vida, você não precisa esperar piorar para procurar ajuda.

E se alguém estiver em sofrimento intenso ou apresentar risco imediato de se machucar, é importante buscar ajuda de emergência e não deixar a pessoa sozinha.

No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.

Uma mensagem para guardar

Você não precisa justificar seu sofrimento para merecer cuidado.

Nem todo dia difícil significa que existe um transtorno. Mas sofrimento persistente também não precisa ser enfrentado em silêncio.

Cuidar da mente é cuidar da vida.

Neste Setembro Amarelo, que a gente aprenda não apenas a perguntar "você está bem?", mas também a permanecer por perto para ouvir a resposta.

 

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