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PISA 2025: BRASIL ESTÁ ABAIXO DE MÉDIA MUNDIAL EM APRENDIZADO
Por JOAO BISPO
Publicado em 08/09/2026 07:21
Notícia

O PISA 2025, divulgado nesta terça-feira (8), mostra que o Brasil continua abaixo da média da OCDE nas três áreas avaliadas: matemática, leitura e ciências. A matemática foi o principal ponto fraco.

O que o PISA 2025 mostrou sobre o Brasil?

 

O PISA avalia estudantes de 15 anos e procura medir não apenas se eles decoraram conteúdos, mas se conseguem aplicar conhecimentos para resolver situações da vida real.

➗ Matemática é o maior problema

Apenas 28% dos estudantes brasileiros atingiram pelo menos o nível básico de proficiência (nível 2) em matemática. Na média da OCDE, são 65%.

Isso significa que uma grande parcela dos jovens tem dificuldade para utilizar conceitos matemáticos básicos em situações práticas.

E o problema não está apenas na média: quase nenhum estudante brasileiro chegou aos níveis mais altos de matemática, enquanto a média da OCDE é de cerca de 8%.

E a leitura?

Em leitura, 49% dos brasileiros alcançaram pelo menos o nível 2, contra 69% na média da OCDE.

Ou seja, mais da metade dos estudantes brasileiros avaliados não atingiu o nível básico estabelecido pelo PISA nessa competência.

Ciências teve uma pequena melhora

Aqui existe uma notícia positiva.

O Brasil passou de 403 pontos em 2022 para 409 em 2025, uma alta de 6 pontos. Mesmo assim, continua bastante distante da média da OCDE, de 482 pontos.

Somente 48% dos estudantes brasileiros atingiram pelo menos o nível 2 em ciências, contra 74% na média da OCDE.

Brasil piorou em matemática e leitura

Na comparação com 2022:

  • Matemática: 379 → 377
  • Leitura: 410 → 408
  • Ciências: 403 → 409

Portanto, houve uma pequena queda em matemática e leitura e melhora em ciências.

Mas existe um detalhe importante: a própria média da OCDE também caiu no período. Isso significa que o cenário mundial também sofreu uma deterioração, especialmente depois dos impactos da pandemia.

⚠️ Um dos pontos mais preocupantes: desigualdade

O desempenho brasileiro também é fortemente influenciado pela condição socioeconômica.

Em ciências, por exemplo, existe uma diferença de 96 pontos entre os estudantes brasileiros dos grupos socioeconômicos mais favorecidos e os menos favorecidos. A diferença média na OCDE é de 85 pontos.

Isso mostra que o problema brasileiro não é simplesmente "os alunos não estudam". Condições econômicas, acesso a recursos educacionais e ambiente familiar têm forte relação com o desempenho.

 Mas há um contraponto importante

Apesar do resultado ruim, o Brasil não está parado quando analisamos um período mais longo.

 

Nas últimas duas décadas, o país conseguiu reduzir sua distância em relação à média da OCDE. Em leitura, por exemplo, a diferença caiu de 102 pontos para 58; em matemática, de 131 para 92; e em ciências, de 113 para 77. 

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