Um caso inusitado aconteceu na noite desta sexta-feira (4), em Poá, na Grande São Paulo. Um homem foi preso após violar uma sepultura no Cemitério da Paz, retirar uma ossada e levá-la para sua residência.
Segundo o relato apresentado à polícia, ele acreditava que os restos mortais eram de sua mãe, que também está enterrada no mesmo cemitério. O homem afirmou que vinha tendo sonhos recorrentes nos quais a mãe aparecia em sofrimento e, por isso, decidiu retirar os restos mortais por conta própria.
Mas havia um detalhe: não era a mãe dele
Após a denúncia, policiais foram até a residência e encontraram a ossada dentro de um saco plástico, na calçada em frente ao imóvel.
A Polícia Civil foi ao cemitério e constatou que a sepultura violada pertencia a outra pessoa. Ou seja, o homem havia retirado uma ossada diferente daquela que imaginava ser de sua mãe.
O que aconteceu depois?
Os restos mortais foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) para identificação oficial. A polícia também solicitou perícias tanto no cemitério quanto no local onde a ossada foi encontrada.
O homem permaneceu preso e o caso foi registrado como violação de sepultura e subtração de cadáver ou parte dele.
Polícia pediu avaliação psicológica
Por causa das circunstâncias do caso e do relato apresentado pelo suspeito, a Polícia Civil solicitou à Justiça uma avaliação médico-legal das condições psíquicas do homem. Isso não significa, por si só, que ele tenha algum transtorno mental: a avaliação deverá determinar suas condições no contexto da investigação.
⚠️ Um detalhe importante
O caso não envolve simplesmente uma pessoa que "pegou uma ossada por engano". Houve violação de uma sepultura e retirada não autorizada de restos mortais, condutas que podem configurar crimes previstos na legislação brasileira.
O episódio também chama atenção para a importância de procedimentos formais de exumação e identificação de restos mortais. No Cemitério da Paz, a Prefeitura de Poá mantém estrutura de ossário e realizou melhorias recentes no local, incluindo medidas de segurança para evitar invasões.