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FATOS ASSUSTADORES E OBSCUROS SOBRE A HUNGRIA
Por JOAO BISPO
Publicado em 24/08/2026 08:00
Países

 

A Hungria tem uma história fascinante, mas também possui episódios bastante sombrios — envolvendo guerras, tortura, perseguições políticas, caça às bruxas e lendas macabras.

1. A história da “Condessa de Sangue”

A nobre Erzsébet Báthory ficou conhecida mundialmente como a “Condessa de Sangue”. Ela foi acusada, no início do século XVII, de torturar e matar jovens mulheres.

O número de vítimas atribuído a ela chegou a centenas, mas esse número é controverso. Documentos do Arquivo Nacional Húngaro mostram que a investigação teve problemas e que não houve uma prova confiável para sustentar algumas das acusações mais extremas.

2. Ela realmente tomava banho de sangue?

Essa é uma das partes mais famosas da história — e provavelmente uma das mais exageradas.

A história de que Báthory tomava banho no sangue de jovens para preservar a juventude não aparece nas principais evidências contemporâneas do processo. Essa versão surgiu muito tempo depois, tornando-se parte da lenda.

⚔️ 3. A Hungria passou séculos entre guerras

Durante grande parte de sua história, o território húngaro ficou no centro de disputas entre grandes potências europeias, especialmente Habsburgos e Império Otomano.

Isso significou invasões, cercos, destruição de cidades e enormes perdas humanas.

‍♀️ 4. Houve perseguição a supostas bruxas

A Hungria teve processos contra pessoas acusadas de bruxaria durante séculos. Os julgamentos chegaram ao século XVIII, quando a perseguição já estava diminuindo em grande parte da Europa.

Acusações de magia, maldições e práticas sobrenaturais podiam levar a investigações e punições extremamente severas.

☠️ 5. Existia até medo oficial de “vampiros”

Um detalhe curioso é que, no século XII, o rei Coloman da Hungria chegou a determinar que pessoas supostamente chamadas de strigae — associadas a criaturas sobrenaturais — não existiam, proibindo perseguições baseadas nessa crença.

Ou seja: o medo de seres sobrenaturais era tão presente que chegou a aparecer em legislação medieval.

️ 6. A polícia secreta aterrorizou a população

No século XX, a Hungria viveu períodos de regimes autoritários. Após a Segunda Guerra Mundial, a polícia política comunista, posteriormente conhecida como ÁVH, tornou-se um dos instrumentos de repressão do regime.

A organização utilizava vigilância, prisões e interrogatórios para perseguir opositores.

️ 7. Existe uma casa ligada ao terror político

Em Budapeste, o endereço Andrássy út 60 tornou-se um dos símbolos mais sombrios da história moderna húngara.

 

O prédio foi utilizado primeiro pelos nazistas húngaros e depois pela polícia política comunista. Pessoas foram presas, interrogadas, torturadas e mortas no local. Hoje funciona ali o Museu Casa do Terror.

 

8. Milhares foram presos pelo regime comunista

Entre 1945 e 1956, dezenas de milhares de pessoas foram encarceradas e quase 500 integrantes de movimentos de resistência foram executados, segundo o Museu Casa do Terror.

9. O castelo de Báthory fica fora da atual Hungria

Há uma curiosidade geográfica: o famoso Castelo de Čachtice, associado a Erzsébet Báthory, fica atualmente na Eslováquia.

Na época dela, porém, a região fazia parte do Reino da Hungria. Por isso, a personagem aparece frequentemente na história e no imaginário húngaros.

10. A Hungria ajudou a alimentar o imaginário europeu sobre vampiros

A combinação de castelos medievais, histórias de sangue, mortes misteriosas e crenças sobrenaturais ajudou a criar uma forte tradição de lendas sombrias na região da Europa Central.

Mas é importante separar folclore de história: muitas das histórias mais assustadoras foram exageradas ou modificadas ao longo dos séculos.

O lado mais assustador

Talvez o aspecto mais sombrio da Hungria não esteja nas lendas de vampiros ou na história de Báthory, mas nos episódios documentados de repressão política, guerras e perseguições.

 

E isso torna a história do país ainda mais interessante: por trás das belas paisagens de Budapeste, castelos e arquitetura histórica existe uma trajetória marcada por invasões, impérios, ditaduras e resistência.

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