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ACRE E AMAZONAS ENFRENTAM EMERGÊNDIA CAUSADA PELA SECA
Por JOAO BISPO
Publicado em 21/08/2026 07:56
Notícia

A seca voltou a provocar uma situação de emergência na Região Norte, com impactos especialmente fortes no Acre e no Amazonas. No Acre, o governo federal reconheceu oficialmente a situação de emergência nesta quinta-feira (20), diante do avanço da estiagem.

Acre tem seca em todo o território

O cenário no Acre se agravou rapidamente. Segundo o Monitor de Secas, em julho a área afetada passou de 67% para 100% do território estadual, colocando todo o estado sob algum nível de seca.

A redução das chuvas e dos níveis dos rios afeta diretamente o abastecimento, a agricultura, a criação de animais e principalmente o deslocamento de comunidades que dependem do transporte fluvial.

Amazonas sofre com rios cada vez mais baixos

No Amazonas, um dos principais problemas é a dificuldade de navegação. Em municípios como Humaitá, a redução do nível dos rios já prejudica o transporte e o atendimento de saúde de comunidades rurais e ribeirinhas.

A situação preocupa porque os rios funcionam como verdadeiras estradas para milhares de moradores da Amazônia. Quando o nível da água cai muito, embarcações maiores deixam de conseguir chegar a determinadas comunidades.

Seca também aumenta o risco de incêndios

Além dos problemas de transporte e abastecimento, a estiagem deixa a vegetação mais seca e inflamável, aumentando o risco de queimadas e incêndios florestais.

O cenário preocupa ainda mais diante da formação de um novo El Niño, fenômeno climático que pode favorecer períodos de calor e redução das chuvas na Amazônia.

⚠️ Por que a situação preocupa?

A seca pode provocar uma série de efeitos em cadeia:

  • dificuldade ou interrupção do transporte pelos rios;
  • aumento do preço de alimentos;
  • ⛽ dificuldade de transporte de combustíveis;
  • problemas para levar atendimento médico às comunidades isoladas;
  • prejuízos para agricultores e pescadores;
  • aumento do risco de incêndios florestais;
  • dificuldade de acesso à água;
  • redução da pesca e impactos sobre a fauna aquática.

O Amazonas já enfrentou uma das secas mais severas de sua história recente em 2023 e 2024, quando comunidades ficaram isoladas e houve impactos expressivos sobre a fauna e a economia local. Em 2023, por exemplo, 209 botos morreram durante a seca extrema no lago Tefé.

 

O alerta agora é para evitar que a nova estiagem evolua para uma crise semelhante ou ainda mais grave, especialmente nas comunidades ribeirinhas e indígenas que dependem diretamente dos rios para alimentação, transporte e acesso a serviços básicos.

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