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EUA CONTINUAM BOMBARDEIOS CONTRA O IRÃ QUE JÁ DURAM DEZ DIAS SEGUIDOS
Por JOAO BISPO
Publicado em 21/07/2026 08:04
Notícia

Os Estados Unidos mantiveram, pelo décimo dia consecutivo, uma campanha de bombardeios contra alvos no Irã, ampliando uma escalada militar que já provoca preocupação internacional. Segundo autoridades americanas, os ataques têm como objetivo enfraquecer instalações militares, sistemas de defesa aérea, centros de comando, bases de mísseis e estruturas utilizadas pelo Irã para ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.

De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), as operações vêm sendo realizadas com munições de precisão e têm como foco reduzir a capacidade militar iraniana. Já o governo do Irã afirma que, além de instalações militares, os bombardeios também atingiram áreas urbanas e infraestrutura civil, incluindo regiões próximas à cidade de Bushehr, onde está localizada a única usina nuclear em funcionamento no país.

Em resposta, o Irã continua lançando mísseis e drones contra interesses e aliados dos Estados Unidos na região. As tensões também permanecem elevadas no Estreito de Ormuz, ponto estratégico por onde passa uma parcela significativa do petróleo comercializado mundialmente. A instabilidade na região tem pressionado os preços da energia e aumentado o temor de impactos na economia global.

Apesar da continuidade dos ataques, esforços diplomáticos seguem em andamento. Mediadores internacionais tentam negociar uma nova trégua entre Washington e Teerã, mas, até o momento, não houve acordo definitivo para interromper os confrontos. Autoridades americanas afirmam que mantêm a capacidade de realizar novos ataques caso considerem necessário, enquanto o governo iraniano condiciona avanços nas negociações ao fim das operações militares.

 

Analistas avaliam que a continuidade dos bombardeios aumenta o risco de uma expansão do conflito para outros países do Oriente Médio. Além do impacto humanitário, a guerra pode afetar o comércio internacional, as cadeias de abastecimento e o mercado global de petróleo, caso haja novos ataques a infraestrutura energética ou interrupções no tráfego marítimo da região. 

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