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FILHOS, MÉDICOS E CABELELEIRO: AS VISITAS A BOLSONARO NA PRISÃO DOMICILIAR
Por JOAO BISPO
Publicado em 20/07/2026 09:03
Julgamento Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu 185 visitas nos quatro meses em que está em prisão domiciliar, segundo informações detalhadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes em uma decisão judicial. O levantamento foi apresentado para rebater a alegação da defesa de que Bolsonaro estaria "incomunicável".

De acordo com a decisão, as visitas foram distribuídas da seguinte forma:

  • 70 visitas de médicos, autorizados a comparecer regularmente devido ao estado de saúde do ex-presidente;
  • 64 encontros com advogados, permitidos pela legislação e pelas regras da execução da pena;
  • 31 visitas dos filhos:
    • Flávio Bolsonaro: 18 visitas (além de uma ocasião acompanhado da esposa e da filha);
    • Carlos Bolsonaro: 11 visitas;
    • Jair Renan Bolsonaro: 2 visitas;
  • 17 sessões de fisioterapia realizadas em casa;
  • Visitas pontuais de um cabeleireiro e de um funcionário de cartório, além de outros prestadores de serviço autorizados.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março de 2026, após deixar a unidade prisional por razões de saúde. Ele reside em Brasília com a esposa, Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia, que não entram na contagem de visitantes por morarem na mesma residência.

Novas restrições

Na mesma decisão, Alexandre de Moraes determinou o endurecimento das regras impostas ao ex-presidente após entender que houve descumprimento de medidas cautelares. Entre as determinações estão:

  • suspensão, por 30 dias, das visitas de pessoas que não sejam médicos, fisioterapeutas ou advogados;
  • proibição de encontros com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026;
  • proibição de divulgar cartas, manifestos ou mensagens de conteúdo político por intermédio de terceiros.

Ao justificar as novas restrições, Moraes afirmou que, diante das 185 visitas registradas, não procede a alegação de que Bolsonaro estivesse isolado ou sem possibilidade de contato com familiares, profissionais de saúde e sua equipe jurídica. 

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