Um professor afirma ter sido vítima de um ataque homofóbico dentro do Metrô de São Paulo. O caso aconteceu após uma discussão com outro passageiro e terminou em agressões físicas na plataforma. A vítima relatou que, durante o episódio, ouviu ofensas relacionadas à sua orientação sexual antes de ser espancada.
Segundo o professor, ele sofreu socos e chutes e precisou de atendimento médico após a agressão. O caso foi registrado na Polícia Civil como lesão corporal e injúria com possível motivação homofóbica. As autoridades também analisam imagens das câmeras de segurança da estação para identificar e responsabilizar os envolvidos.
O Metrô de São Paulo informou que colaborará com as investigações, fornecendo as gravações do sistema de monitoramento às autoridades competentes. A empresa também afirmou repudiar qualquer forma de violência ou discriminação em suas dependências.
Se confirmada a motivação homofóbica, o caso poderá ser enquadrado na legislação que equipara a homofobia e a transfobia ao crime de racismo, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), além de outras infrações penais que possam ser identificadas durante a investigação.
O episódio reacende o debate sobre a segurança no transporte público e o combate à violência motivada por preconceito, destacando a importância da denúncia e da apuração rigorosa desses crimes para garantir a proteção dos direitos da população LGBTQIA+.