Os casos de violência contra mulheres na Grande São Paulo cresceram nos cinco primeiros meses de 2026, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). O aumento foi observado em diferentes tipos de ocorrência, como lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica, ameaça, estupro e descumprimento de medidas protetivas, reforçando a preocupação de especialistas e autoridades com a escalada desse tipo de crime.
Entre janeiro e maio, a região metropolitana registrou, em média, dezenas de agressões por dia, mostrando que a violência doméstica continua sendo um dos principais desafios da segurança pública paulista. Muitos dos casos ocorrem dentro da própria residência da vítima e são praticados por companheiros, ex-companheiros ou familiares.
Outro dado que chama atenção é o crescimento dos feminicídios no estado. Nos cinco primeiros meses de 2026, São Paulo contabilizou 124 casos, contra 107 no mesmo período de 2025, um aumento de cerca de 16%. Embora a maior parte das ocorrências tenha sido registrada no interior paulista, a Grande São Paulo também concentra um número significativo de casos e continua sendo alvo de ações específicas de prevenção.
Especialistas apontam que o aumento dos registros pode refletir tanto um crescimento da violência quanto uma maior procura das vítimas pelos canais de denúncia, impulsionada por campanhas de conscientização e pela ampliação dos serviços de atendimento. Ainda assim, ressaltam que a violência contra a mulher permanece amplamente subnotificada, o que significa que muitos episódios nunca chegam ao conhecimento das autoridades.
As autoridades orientam que mulheres em situação de risco procurem ajuda o quanto antes. Em casos de emergência, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Também estão disponíveis o Disque 180, canal nacional de atendimento à mulher, além das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), que oferecem acolhimento especializado e podem solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.