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TRUMP PEDE QUE POSTOS REDUZAM PREÇO DA GASOLINA NOS EUA E FAZ AMEAÇA
Por JOAO BISPO
Publicado em 30/06/2026 09:08
Notícia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump voltou a pressionar o setor de combustíveis e pediu que os postos reduzam imediatamente o preço da gasolina no país. Em uma publicação na rede social Truth Social, ele afirmou que os valores cobrados nas bombas não refletem a recente queda do preço do petróleo no mercado internacional e fez um alerta aos revendedores.

Trump escreveu que os varejistas de gasolina precisam baixar os preços "imediatamente" e defendeu que o combustível seja vendido por cerca de US$ 2,50 por galão. Segundo ele, com o barril de petróleo em torno de US$ 68 e em queda, os consumidores deveriam sentir esse alívio no bolso.

O presidente também fez uma ameaça ao setor, afirmando que "grandes problemas virão" caso os postos mantenham os preços elevados. Trump alegou que não haverá tolerância com práticas de cobrança abusiva, classificando o chamado price gouging (aumento excessivo de preços) como ilegal, embora não tenha detalhado quais medidas pretende adotar contra os revendedores.

Essa não é a primeira investida do governo sobre o tema. Na semana anterior, Trump informou que havia orientado o Departamento de Justiça a investigar grandes empresas do setor de petróleo por suspeitas de não repassarem aos consumidores a queda do preço do petróleo bruto, acusando-as de obter lucros excessivos às custas dos motoristas.

A cobrança ocorre após uma redução nas cotações internacionais do petróleo, impulsionada pela diminuição das tensões no Oriente Médio. Durante o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, o barril chegou a ultrapassar US$ 120, pressionando os preços dos combustíveis. Com a trégua e a diminuição dos riscos para o abastecimento global, o petróleo recuou para cerca de US$ 68, reforçando o argumento de Trump de que a gasolina também deveria ficar mais barata.

Especialistas do setor, no entanto, observam que o preço nas bombas costuma demorar mais para cair do que a cotação do petróleo, já que fatores como custos de refino, transporte, distribuição, estoques e impostos também influenciam o valor final pago pelos consumidores

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