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POLICIAL MILITAR FORA DE SERVIÇO É DETIDO POR HOMICÍDIO APÓS DESAVENÇA DE TRANSITO
Por JOAO BISPO
Publicado em 25/06/2026 07:41
Notícia

Um policial militar de folga foi preso em flagrante por homicídio após uma discussão de trânsito que terminou em morte no bairro do Jaraguá, na Zona Norte de São Paulo, na quarta-feira (24). O caso gerou grande repercussão por envolver um agente de segurança fora de serviço e o uso de uma arma particular.

O que aconteceu?

Segundo a Polícia Militar, a ocorrência começou após um desentendimento no trânsito na Rua Joana Pedroso dos Santos, no Jaraguá. Durante a confusão, o policial, identificado pela imprensa como Kelvin Camilo da Silva, de 32 anos, efetuou um disparo que atingiu Edgar Batista da Silva, de 48 anos.

A vítima foi socorrida por familiares e levada ao Pronto-Socorro de Taipas, mas não resistiu aos ferimentos. O tiro atingiu a região do tórax, segundo as informações iniciais divulgadas pelas autoridades.

Versão apresentada pelo policial

De acordo com o relato do PM aos investigadores, a discussão começou com um motorista de van escolar. Ele afirmou que desceu do carro para conversar com o condutor e que, durante a briga, Edgar Batista teria percebido que ele estava armado e tentado tomar sua pistola. O policial alegou ter atirado durante essa luta corporal.

Prisão e investigação

A Secretaria da Segurança Pública informou que o policial foi preso em flagrante por homicídio. A Corregedoria da Polícia Militar acompanha o caso, que deverá ser investigado pela Polícia Civil para esclarecer a dinâmica da ocorrência e verificar se houve legítima defesa ou excesso no uso da força.

Após passar por exame de corpo de delito, o agente foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, unidade destinada a policiais militares presos.

Por que o caso chama atenção?

Casos de violência em brigas de trânsito são frequentemente chamados de "crime de trânsito por motivação fútil", quando um conflito cotidiano escala rapidamente para agressões graves ou homicídio. Neste episódio, o fato de o autor ser um policial militar e estar armado fora do serviço aumenta o interesse das autoridades e da opinião pública sobre as circunstâncias do disparo.

 

Até o momento, a investigação segue em andamento, e a Justiça deverá analisar as provas, depoimentos e eventuais imagens de câmeras para determinar a responsabilidade criminal do policial. 

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