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OPERAÇÃO TEM COMO ALVO A ALTA DIREÇÃO DE UMA EMPRESA DE ÔNIBUS E UM VEREADOR DE SP POR LAVAGEM DE DINHEIRO DESTINADA AO PCC
Por JOAO BISPO
Publicado em 25/06/2026 07:37
Notícia

A operação a que você se refere ficou conhecida como Operação Fim da Linha, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil para investigar um suposto esquema de infiltração do PCC no setor de transporte coletivo da capital paulista. As investigações apontam que empresas de ônibus teriam sido usadas para ocultar e lavar dinheiro da facção criminosa.

Entre os alvos das investigações apareceu o vereador paulistano Senival Moura, que negou qualquer envolvimento com irregularidades. Segundo a Polícia Civil, ele era investigado por suposta ligação com dirigentes da empresa de ônibus Transunião e por suspeitas relacionadas à lavagem de dinheiro. A Justiça autorizou buscas e apreensões, mas negou um pedido de prisão contra o parlamentar.

As apurações começaram após o assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da empresa Transunião, morto a tiros em 2020 na Zona Leste de São Paulo. Investigadores passaram a analisar a estrutura societária da empresa e possíveis conexões com integrantes do PCC. A polícia afirma que o transporte coletivo seria utilizado para dar aparência legal a recursos obtidos pelo crime organizado.

Em 2024, uma nova fase da Operação Fim da Linha teve como foco empresários e dirigentes do setor de ônibus, com cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueio de bens. O Ministério Público informou que o objetivo era desarticular um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de transporte urbano de São Paulo.

É importante destacar que investigação não significa condenação. A responsabilidade criminal dos envolvidos depende da conclusão dos inquéritos e de eventual decisão judicial após o devido processo legal. Até o momento, as acusações seguem sendo analisadas pela Justiça.

Por que o setor de ônibus chama atenção dos investigadores?

  • Movimenta grandes volumes de dinheiro.
  • Possui contratos milionários com o poder público.
  • Envolve diversas empresas e prestadores de serviço.
  • Permite que recursos ilícitos sejam misturados a receitas legítimas, segundo a linha investigativa das autoridades.

 

Esse caso é considerado uma das maiores investigações sobre a tentativa de infiltração do PCC em atividades econômicas legais na cidade de São Paulo. 

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