O debate voltou à tona após relatos de crianças sendo orientadas a não subir em árvores no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. Embora muitos pais vejam a prática como uma brincadeira tradicional que estimula contato com a natureza, a administração do parque afirma que a proibição existe por motivos de segurança e preservação ambiental.
Segundo as normas oficiais do parque, é proibido subir em árvores devido ao risco de quedas dos usuários e também por possíveis danos às espécies vegetais. As regras também proíbem prender balanços, redes ou outros objetos nos troncos e galhos.
Por que a regra gera discussão?
Muitos educadores e especialistas em desenvolvimento infantil defendem que atividades como escalar árvores ajudam a desenvolver:
- Coordenação motora;
- Equilíbrio;
- Autoconfiança;
- Noção de risco;
- Contato com a natureza.
Por outro lado, gestores de parques argumentam que acidentes podem gerar ferimentos graves e responsabilidade legal para a administração, além de prejudicar árvores que recebem grande circulação de visitantes.
O que diz a administração?
A regra do Villa-Lobos não é recente. Ela faz parte do regulamento oficial do parque e está alinhada a normas adotadas em outros espaços públicos de São Paulo, que também restringem ações que possam danificar a vegetação ou colocar visitantes em risco.