A prisão de Nicolás Maduro em janeiro de 2026 abalou fortemente Cuba, porque o governo cubano dependia muito da aliança econômica e energética com a Venezuela.
Hoje, a situação cubana pode ser resumida em 4 pontos principais:
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Crise energética piorou
Cuba já enfrentava apagões e escassez de combustível, mas a queda de Maduro interrompeu boa parte do petróleo subsidiado venezuelano. Os EUA também aumentaram pressão econômica e bloquearam envios de combustível para a ilha.
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Economia em situação crítica
A inflação, falta de alimentos, medicamentos e produtos básicos aumentou. O turismo segue fraco e o governo enfrenta dificuldade para importar itens essenciais. Analistas europeus descrevem o momento como uma das maiores crises econômicas cubanas desde os anos 1990.
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Governo cubano teme isolamento político
Maduro era o principal aliado regional de Havana. Com sua captura pelos EUA, Cuba perdeu apoio estratégico e teme que Washington aumente as sanções ou tente enfraquecer ainda mais o regime cubano.
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Ainda não houve mudança de regime em Cuba
Apesar da crise, o governo de Miguel Díaz-Canel continua no poder. Há descontentamento popular e medo de protestos, mas até agora não ocorreu uma ruptura política semelhante à venezuelana.
Importante: muitas informações sobre a captura de Maduro circularam misturadas com boatos e imagens falsas geradas por IA. Algumas fotos dele preso foram desmentidas por agências de checagem.