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A Eritreia é chamada por muitos analistas de “a Coreia do Norte da África”. O país praticamente não possui imprensa livre, eleições nacionais reais ou oposição política legalizada.
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O serviço militar na Eritreia pode durar por TEMPO INDETERMINADO.
Em teoria seriam 18 meses.
Na prática, existem pessoas servindo por 10, 15 ou até 20 anos.
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Fugir do país é tão comum que milhares de eritreus atravessam desertos e zonas de guerra tentando escapar. Muitos acabam sequestrados por traficantes humanos no caminho.
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O governo controla quase totalmente a internet e os meios de comunicação.
Pouquíssimos jornalistas independentes ainda existem no país — muitos desapareceram ou foram presos sem julgamento.
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Existem prisões subterrâneas e contêineres metálicos usados como celas em regiões extremamente quentes do deserto. Ex-prisioneiros relatam tortura, isolamento e calor insuportável.
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Desde a independência em 1993, o país nunca realizou eleições presidenciais nacionais. O mesmo líder permaneceu no poder por décadas: Isaias Afwerki
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A Eritreia é um dos países mais fechados do planeta para jornalistas estrangeiros. Em rankings de liberdade de imprensa, frequentemente aparece entre os últimos colocados do mundo.
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Muitas famílias não sabem onde parentes presos estão. Há relatos de pessoas desaparecidas pelo Estado sem qualquer processo oficial.
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O país possui uma enorme diáspora espalhada pelo mundo. Em algumas cidades europeias, comunidades eritreias vivem sob medo constante de espionagem política e perseguição indireta.
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Apesar de tudo isso, a Eritreia possui paisagens impressionantes: cidades coloniais antigas, desertos extremos e uma costa gigantesca no Mar Vermelho.
O contraste entre beleza natural e repressão política é um dos mais perturbadores do país.
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Alguns desertores afirmam que escolas e universidades funcionam parcialmente como centros de preparação militar obrigatória para jovens.
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Organizações internacionais acusam o governo eritreu de trabalho forçado ligado ao serviço nacional obrigatório.
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Durante anos, o país viveu quase isolado diplomaticamente, sofrendo sanções e sendo acusado de apoiar grupos armados em conflitos regionais.
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Mesmo com tanta repressão, informações internas da Eritreia são difíceis de confirmar. O isolamento do país cria uma espécie de “zona cega” para o resto do mundo.
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O mais assustador:
muita gente no mundo sequer sabe que tudo isso acontece.