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DECISÃO SOBRE PENA DE CONDENADOS NO 8q1 PODE VOLTAR AO STF
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 02/05/2026 07:33
Política

A discussão sobre as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 voltou ao centro do debate político e jurídico no Brasil — e pode, de fato, parar novamente no Supremo Tribunal Federal. Aqui vai um resumo claro do que está acontecendo e por quê:


O que mudou agora

Recentemente, o Congresso Nacional derrubou um veto do presidente sobre o chamado PL da Dosimetria, que altera a forma de calcular as penas desses condenados. 

Na prática, essa nova lei:

  • Pode reduzir as penas de parte dos condenados

  • Facilita a progressão de regime (ex: sair mais cedo do fechado para o semiaberto)

  • Permite considerar o grau de participação de cada pessoa nos atos 


⚖️ Por que isso pode voltar ao STF?

Mesmo com a decisão do Congresso, a aplicação da lei não é automática. Existem três pontos principais:

1. Questionamento de constitucionalidade

O governo avalia acionar o STF para contestar a lei.
O argumento pode ser que ela:

  • Beneficia um grupo específico (os condenados do 8/1)

  • Pode enfraquecer a proteção ao Estado democrático 

Isso pode ser feito por ações como:

  • ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade)

  • ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental)


2. Possível suspensão imediata

Antes mesmo de julgar o mérito, o STF pode dar uma decisão provisória (liminar):

  • Se isso acontecer, a nova lei fica suspensa

  • Ou seja, as penas atuais continuam valendo por enquanto 


3. Revisão das condenações

Se a lei entrar em vigor sem bloqueio:

  • Advogados dos condenados podem pedir revisão das penas

  • Isso se baseia no princípio de que a lei mais favorável retroage 


O tamanho do impacto

O tema é relevante porque envolve muita gente:

  • Mais de 1.400 pessoas já foram condenadas pelos atos 

  • Há penas que chegam a mais de 10 ou até 20 anos em alguns casos

Ou seja, qualquer mudança pode afetar centenas de processos.


 

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