A Polícia Civil de São Paulo acompanha, durante a madrugada, de 10 a 15 incidentes de tortura animal transmitidos ao vivo nas redes sociais. As investigações indicam que os crimes estão relacionados a dinâmicas em grupos online e são empregados como meio de dessensibilização para outras ações violentas.
Segundo a delegada Lisandréa Salvariego, coordenadora do Núcleo de Observação e Análise Digital, os maus-tratos a filhotes de gatos servem como “porta de entrada” para outros delitos no ambiente virtual, como o incentivo à automutilação.
De acordo com ela, usuários que assistem ou praticam esse tipo de violência ganham “pontos” na hierarquia de grupos de ódio em plataformas como o Discord.