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CARTAS ENTRE FREUD E EINSTEIN BUSCARAM ENTENDER SOBRE GUERRAS, DIZ FILÓSOFO
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 13/04/2026 08:30
Notícia

As cartas trocadas entre Sigmund Freud e Albert Einstein são um dos diálogos intelectuais mais famosos do século XX sobre a natureza da guerra. Esse intercâmbio aconteceu em 1932, pouco antes da ascensão do nazismo e da Segunda Guerra Mundial.

O contexto das cartas

O debate foi promovido pela Liga das Nações, que convidou Einstein a escolher um interlocutor para discutir uma questão central:
“Existe alguma forma de livrar a humanidade da guerra?”

Einstein escolheu Freud justamente por acreditar que a resposta não estava só na política ou na economia, mas na mente humana.


A visão de Einstein

Einstein parte de uma preocupação prática e moral. Ele questiona por que as massas são facilmente levadas à guerra por líderes e sistemas de poder. Para ele:

  • Existe uma manipulação das pessoas por elites políticas

  • A educação e a cultura poderiam ser caminhos para evitar conflitos

  • Um governo internacional forte poderia ajudar a impedir guerras


A resposta de Freud

Freud vai mais fundo — para ele, a guerra não é apenas um problema político, mas um reflexo da natureza humana.

Ele introduz duas ideias centrais:

  • Instinto de vida (Eros): voltado à união, cooperação e preservação

  • Instinto de morte (Thanatos): ligado à agressividade, destruição e violência

Segundo Freud:

A guerra é uma manifestação inevitável da agressividade humana.

Mas ele não é totalmente pessimista. Ele acredita que:

  • A civilização tenta controlar esses impulsos

  • Leis, cultura e instituições ajudam a reduzir a violência

  • O desenvolvimento intelectual pode conter os instintos destrutivos


⚖️ O ponto central do debate

O filósofo que comenta essas cartas geralmente destaca que Freud e Einstein mostram duas dimensões da guerra:

  • Externa (Einstein): política, poder, instituições

  • Interna (Freud): natureza psicológica e instintiva do ser humano

Ou seja, a guerra não tem uma única causa — ela surge da combinação entre estruturas sociais e impulsos humanos.


Por que isso ainda importa hoje?

Mesmo décadas depois, esse diálogo continua atual porque:

  • Conflitos modernos ainda envolvem manipulação de massas

  • A agressividade humana continua sendo um fator relevante

  • A busca por paz depende tanto de instituições quanto de mudanças culturais e psicológicas

 

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