A tradição de malhar o Judas no Sábado de Aleluia tem raízes históricas, religiosas e culturais — e vai muito além de “só bater num boneco”. Aqui vai uma explicação clara e interessante
✝️ Origem religiosa
Tudo começa com a figura de Judas Iscariotes, conhecido por trair Jesus Cristo.
Segundo a tradição cristã:
Com o tempo, ele passou a simbolizar traição, falsidade e corrupção moral.
O que é “malhar o Judas”?
No Sábado de Aleluia, entre a Sexta-feira Santa e o Domingo de Páscoa, surgiu o costume de:
É um ato simbólico de punição pela traição.
De onde vem essa tradição?
A prática tem origem na Europa, especialmente em países como Portugal e Espanha, e foi trazida ao Brasil durante o período colonial.
No Brasil, ela se misturou com elementos populares e virou uma manifestação cultural própria.
Como virou tradição brasileira
Aqui, a brincadeira ganhou novos significados:
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O boneco nem sempre representa só Judas
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Muitas vezes simboliza políticos, figuras públicas ou pessoas mal vistas pela comunidade
Ou seja: virou uma forma de crítica social e protesto popular.
Por que fazer um boneco?
O uso do boneco tem um papel simbólico importante:
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Representa o “culpado” de forma concreta
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Permite que a comunidade expresse revolta coletivamente
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Funciona como uma espécie de “catarse” (liberação emocional)
Isso é parecido com outras tradições no mundo onde bonecos são queimados para simbolizar o mal ou o fim de um ciclo.
Significado cultural
Hoje, “malhar o Judas” mistura:
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Religião
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Folclore
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Humor
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Crítica política
É tanto uma tradição da Páscoa quanto uma forma popular de expressão.