Ouvir rádio

Pausar rádio

Offline
INVENÇÃO FEMININA: COMPILER (BASE DOS COMPILADORES MODERNOS)
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 06/03/2026 07:09
Curiosidades



A mulher que ensinou computadores a entender humanos — e mudou a programação para sempre

 Hoje você escreve código em Python, Java, C…

 Mas já parou pra pensar quem tornou isso possível?

 Antes dos compiladores, programar era escrever instruções diretas em linguagem de máquina — basicamente números.

 Foi aí que entrou Grace Hopper.

 Na década de 1950, ela criou o primeiro compilador funcional para computadores.

 Mas o que é um compilador?

 É o programa que traduz linguagem “humana” (código escrito por programadores) para linguagem de máquina (que o computador entende).

Em 1952, aos 46 anos, Grace Hopper desenvolveu o A-0 System, considerado o primeiro compilador da história.

Muita gente dizia que era impossível.

Na época, acreditava-se que computadores só poderiam executar código escrito manualmente em linguagem de máquina.

Ela literalmente ouviu:

“Computadores não conseguem entender palavras.”

Ela provou que conseguiam.

Mais tarde, seu trabalho levou à criação do FLOW-MATIC, que influenciou diretamente o desenvolvimento do COBOL — uma das linguagens mais usadas na história dos sistemas bancários e governamentais.

E aqui vai um detalhe absurdo:

Grande parte do sistema financeiro global ainda roda em COBOL hoje.

Grace Hopper também era contra a ideia de que programação deveria ser restrita a matemáticos.

Ela acreditava que qualquer pessoa poderia programar, desde que pudesse escrever instruções claras.

Curiosidade icônica:

Ela popularizou o termo “debugging” depois que uma mariposa foi encontrada presa dentro de um computador Harvard Mark II.

Durante sua carreira, ela também serviu na Marinha dos EUA e chegou ao posto de Contra-Almirante.

Ela se aposentou aos 79 anos — e voltou da aposentadoria algumas vezes porque a Marinha não queria deixá-la ir.

Era conhecida como “Amazing Grace”.

O mais impressionante?

Ela lutou contra o ceticismo da própria comunidade científica para defender a ideia de que o futuro da computação estava em linguagens mais próximas do ser humano.

Hoje, absolutamente todo compilador moderno — de C++ a Rust — existe porque Grace Hopper quebrou essa barreira mental nos anos 1950.

Sem ela, a programação talvez ainda fosse restrita a uma elite técnica minúscula.

A próxima vez que seu código compilar…

lembre-se da mulher de 46 anos que ensinou máquinas a entender palavras.

Comentários