Brunei é um país pequeno, rico em petróleo e conhecido por sua estabilidade. Mas alguns aspectos do seu sistema político e legal são vistos por estrangeiros como intensos ou até assustadores. Veja os pontos que mais geram impacto:
1. Um dos últimos sultanatos absolutistas do mundo
O país é governado pelo sultão Hassanal Bolkiah, que exerce poder executivo amplo.
Não há eleições nacionais competitivas para escolher o chefe de governo — o sultão acumula funções políticas centrais.
Para quem está acostumado a democracias pluripartidárias, isso pode soar inquietante.
⚖️ 2. Leis baseadas na Sharia (lei islâmica)
• Desde 2014, Brunei implementou um código penal baseado na Sharia, com punições que chamaram atenção internacional, incluindo:
• Penalidades severas para certos crimes
Criminalização rigorosa de comportamentos considerados imorais sob a lei islâmica
Embora muitas das punições mais extremas tenham moratórias (suspensões práticas), o texto legal continua existindo — o que gera controvérsia global.
3. Regras sociais e religiosas rígidas
Proibição de venda pública de álcool
Restrições durante o Ramadã (inclusive para não muçulmanos em espaços públicos)
Fiscalização de condutas consideradas ofensivas à moral religiosa
Para visitantes desavisados, o choque cultural pode ser grande.
4. Contraste extremo: riqueza e controle
O sultão vive no Istana Nurul Iman, considerado um dos maiores palácios residenciais do mundo.
Ao mesmo tempo, o país mantém rígido controle político e social.
Esse contraste entre luxo e rigidez institucional costuma impressionar.
️ 5. Forte monitoramento moral
Há aplicação ativa de normas religiosas e sociais, e críticas públicas ao governo são raras.
A liberdade de imprensa é limitada em comparação com democracias ocidentais.
6. Dependência quase total do petróleo
A economia depende fortemente da exploração de petróleo e gás.
Especialistas apontam que uma queda prolongada nesses recursos poderia afetar fortemente a estabilidade econômica do país no futuro.