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ATUALIZAÇÕES SOBRE BANCO MASTER
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 20/02/2026 07:42
Economia

1. Ampliação da investigação pela Justiça e Polícia Federal

  • A Polícia Federal recebeu autorização ampliada do Supremo Tribunal Federal (STF) para aprofundar a investigação da fraude envolvendo o Banco Master, incluindo acesso a mais dados e documentos no inquérito que apura supostas fraudes bilionárias e operação de carteiras de crédito falsas.

2. Corregedoria Nacional de Justiça exige explicações de tribunais

  • O Corregedor Nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, determinou que 5 Tribunais de Justiça (do Maranhão, Bahia, Paraíba, Alagoas e Distrito Federal) expliquem, em até 15 dias, o motivo de **depósitos judiciais bilionários — estimados em cerca de R$ 30 bilhões — terem sido transferidos para o Banco Regional de Brasília (BRB), numa movimentação que entrou no radar da PF.

    • Essa apuração faz parte do desdobramento que envolve tentativa de compra de ativos do Banco Master pelo BRB em 2025, além de suspeitas de operações com créditos “fictícios”.

⚖️ 3. Mudança de relator no STF

  • O ministro Dias Toffoli se afastou da relatoria do caso no STF, diante de críticas públicas e potenciais conflitos de interesse em razão de sua proximidade com figuras ligadas ao banco investigado.

    • O processo foi redistribuído para outro ministro — Andre Mendonça, que agora conduz as decisões judiciais ligadas ao inquérito.

4. Impactos financeiros e liquidações relacionadas

Embora não seja uma “nova” atualização nos últimos 15 dias, existem efeitos financeiros recentes relevantes que estão sendo reportados agora:

  • O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já pagou grande parte das garantias a investidores elegíveis do Banco Master (e instituições vinculadas) — com bilhões de reais já desembolsados, cobrindo CDBs e aplicações de clientes, e pagamentos que representam uma grande parcela do total de créditos garantidos.

  • Em paralelo, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial de outras instituições relacionadas ao grupo Master (como o Banco Pleno S.A., entre outros), ampliando o impacto do escândalo no sistema financeiro.

  • Estimativas de analistas sugerem que o “efeito Master” no FGC pode ultrapassar R$ 50 bilhões, afetando a liquidez e elevando preocupações sobre pressões no sistema bancário.


Contexto geral (para entender o que está em curso)

O caso Master envolve uma investigação de supostas fraudes bilionárias e gestão temerária que levou o Banco Central a liquidar extrajudicialmente o banco e outras entidades associadas no fim de 2025, após indícios de operações com ativos fraudulentos e risco sistêmico elevado ao FGC e ao sistema financeiro. Autoridades federais — incluindo PF, STF e CNJ — continuam apurando responsabilidades penais e administrativas decorrentes do escândalo.

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