CPF ativo no Brasil
Jeffrey Epstein, o financista norte-americano conhecido por crimes sexuais e morto em 2019, possui um CPF registrado no Brasil e que ainda aparece como ativo e regular no sistema da Receita Federal.
Esse CPF foi emitido em 23 de abril de 2003 e permanece com situação cadastral “regular” porque a Receita Federal brasileira não foi oficialmente notificada sobre o falecimento dele.
✔️ A existência do CPF não significa necessariamente que ele tenha feito negócios ou movimentado recursos no Brasil — pode ser que ele tenha solicitado o número por diversas razões (como abrir contas, comprar bens, ou outro interesse fiscal/empresarial), mas a Receita Federal explicou que estrangeiros sem residência podem obter CPF normalmente.
Discussão sobre cidadania brasileira
Documentos mostram que Epstein discutiu a ideia de obter cidadania brasileira em e-mails, mas não há evidências de que tenha iniciado ou concluído esse processo.
Em outubro de 2011, a empresária e investidora Nicole Junkermann sugeriu que ele considerasse tirar a cidadania brasileira. Epstein respondeu que achava a ideia “interessante”, mas mencionou que questões de visto poderiam ser um problema para viagens internacionais.
➡️ Essa conversa aconteceu muitos anos antes do CPF ser registrado, e não há documentos públicos que mostrem que ele avançou com um pedido formal de naturalização ou de cidadania.
Contexto e relevância
Essas informações vêm de arquivos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que incluem e-mails, registros fiscais e outros documentos ligados às investigações sobre Epstein.
O fato de o CPF estar registrado e ativo no Brasil não indica conexão direta com os crimes pelos quais ele foi acusado nos EUA — a Receita Federal do Brasil ressaltou que um CPF pode permanecer regular mesmo após o falecimento se não houver notificação formal.