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ARTEFATO: CÁPSULA DE CÉSIO-137, MUSEU EM GOIÂNIA
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 02/02/2026 08:03
Curiosidades

 


Aqui vai uma explicação *sobre a cápsula de Césio-137 relacionada ao acidente que hoje faz parte da memória e exposições em Goiânia, Brasil — e que poderia facilmente ser listada como um artefato “perigoso demais” para exibição comum em museus ⚠️

O que foi a cápsula de Césio-137
A cápsula de Césio-137 era uma fonte radioativa encapsulada usada em equipamentos médicos (de radioterapia) para tratar câncer. Ela continha cerca de 19 gramas de cloreto de Césio-137, um material altamente radioativo que emite radiação gama penetrante — capaz de causar danos graves à saúde humana e ao ambiente.

Como aconteceu o acidente
Em 13 de setembro de 1987, dois catadores encontraram um aparelho de radioterapia abandonado de uma clínica em Goiânia. Eles retiraram o equipamento e venderam partes ao ferro-velho. Na desmontagem, a cápsula de Césio-137 foi violada, liberando o material radioativo em forma de pó que, à noite, parecia brilhar em azul — o que atraiu ainda mais curiosidade das pessoas.

⚠️ Consequências humanas e ambientais
A radiação exposta causou contaminação severa. Centenas de pessoas foram expostas — com sintomas que variaram de náuseas e queimaduras à radiação até doenças graves — e pelo menos quatro pessoas morreram em decorrência direta da exposição. Mais de 100 mil pessoas foram monitoradas por possível contaminação.

O que aconteceu com os restos radioativos
Após o desastre, os resíduos altamente contaminados (solo, materiais, objetos) foram removidos e acondicionados em locais específicos, sob controle da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e grupos técnicos, para evitar dispersão da radiação. O lixo radioativo gerado pelo acidente pesa milhares de toneladas e ainda é monitorado e isolado.

️ Por que isso entraria num museu
Hoje, a história do Césio-137 em Goiânia é lembrada como o maior acidente radiológico do mundo fora de usinas nucleares e, em alguns espaços de memória (como exposições e museus locais), essa cápsula e a narrativa do evento são documentadas para educação pública, preservação histórica e conscientização sobre os riscos de materiais radioativos. A própria tragédia virou tema de exposições artísticas e eventos culturais na cidade.

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