
Curiosidades que quase ninguém sabe sobre Etta James
O nome dela não era Etta
Ela nasceu como Jamesetta Hawkins (1938, Los Angeles). O apelido “Etta” surgiu depois, como uma forma curta e mais “vendável” do nome original — decisão da gravadora, não dela.
Cantava como adulta quando ainda era criança
Ainda menina, Etta já tinha uma voz incrivelmente madura e potente, o que fazia muita gente duvidar da idade dela. Há relatos de ouvintes achando que ela “fingia” ser criança nos primeiros shows.
⛪ Cresceu cantando GOSPEL — e muito pesado
Ela passou a infância cantando em igrejas pentecostais extremamente rigorosas, onde o canto era intenso, emocional e quase físico. Esse estilo moldou diretamente a forma visceral como ela cantava blues e soul.
Começou no rock antes do soul e do blues
O primeiro sucesso de Etta, “The Wallflower” (1955), é considerado rock and roll raiz, não soul. Ela só foi “enquadrada” como cantora de blues anos depois.
Ela mesma dizia que cantava melhor sob dor emocional
Etta acreditava que sua melhor voz surgia nos momentos mais sombrios. Em entrevistas, afirmou que nunca confiou em fases felizes demais, porque sentia que a dor alimentava sua arte.
Teve uma das lutas mais longas contra drogas na música
Pouca gente sabe, mas Etta passou décadas tentando largar a heroína. Ela chegou a ficar mais de 30 anos entrando e saindo de reabilitação, algo raríssimo de ser falado com tanta franqueza por uma artista daquela geração.
Mesmo sendo um ícone, ganhou muito menos do que deveria
Durante anos, Etta recebeu royalties mínimos, apesar de seus discos renderem milhões às gravadoras. Só mais tarde conseguiu algum controle financeiro — um
O filme Cadillac Records NÃO agradou totalmente ela.
Apesar de gostar da Beyoncé como cantora, Etta criticou o fato de a indústria “embranquecer” e suavizar sua história no cinema. Ela dizia que sua vida foi bem mais dura e menos glamourosa do que mostraram.9/ “At Last” quase foi rejeitada por ela
O maior clássico da carreira não empolgou Etta no começo. Ela achava a música “certinha demais” e sem alma suficiente. Ironicamente, virou uma das canções românticas mais famosas da história.
Influenciou MUITO mais gente do que se imagina
Além de artistas óbvios como Adele, Christina Aguilera e Janis Joplin, Etta influenciou diretamente cantores de rock pesado, R&B moderno e até hip-hop — principalmente pelo estilo vocal rasgado e emocional.
Mesmo muito doente, insistia em cantar
Nos últimos anos de vida, já com sérios problemas de saúde, Etta continuava subindo ao palco sempre que podia. Ela dizia que cantar diminuía a dor física — quase como um remédio.
️ Ela não queria ser lembrada só por “At Last”
Antes de morrer, reclamava que o público ignorava sua fase mais crua e blues. Para Etta, músicas como “I’d Rather Go Blind” representavam melhor quem ela realmente foi.