
O 21 de janeiro é celebrado no Brasil como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data foi instituída para promover o respeito à liberdade religiosa, garantida pela Constituição, e para conscientizar a sociedade sobre a importância da convivência pacífica entre diferentes crenças, tradições espirituais e também o direito de não ter religião.
A escolha da data homenageia Mãe Gilda de Ogum, ialorixá do candomblé que sofreu perseguições e ataques motivados por preconceito religioso, vindo a falecer em 2000. Seu caso tornou-se um símbolo da luta contra a intolerância, especialmente contra religiões de matriz africana, que historicamente enfrentam discriminação no país.
O dia reforça que intolerância religiosa é violação de direitos humanos, e que respeito, diálogo e empatia são fundamentais para uma sociedade democrática e plural. Combater a intolerância significa garantir que todas as pessoas possam exercer livremente sua fé — ou sua escolha de não ter uma — sem medo, violência ou discriminação.