Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, professora aposentada e uma das três vítimas do procedimento realizado por técnicos de enfermagem em um hospital privado do Distrito Federal, faleceu após sofrer quatro paradas cardíacas e receber pelo menos dez injeções de desinfetante na veia, conforme informou a Polícia Civil.
Segundo a investigação, o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, dirigiu-se ao leito da paciente após preparar de maneira inadequada seringas com um medicamento controlado adquirido por meio de uma receita falsificada. Cada aplicação resultava em uma parada cardíaca quase instantânea, ocorrendo aproximadamente 10 a 15 segundos depois.
Os investigadores notaram a frieza do técnico. De acordo com o depoimento policial, sempre que o monitor sinalizava uma parada cardíaca, Marcos Vinícius continuava inerte. As manobras de ressuscitação só eram iniciadas quando alguém entrava no quarto, o que, de acordo com a investigação, servia como um disfarce para evitar suspeitas sobre sua conduta.
A princípio, o autor negou qualquer tipo de irregularidade. A versão mudou depois que ele foi confrontado com imagens das câmeras de segurança do hospital.