Um marco histórico: Em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) certificou o Egito como livre de malária — o fim oficial de uma doença que assolou o país por quase um século.
Malária milenar: A doença existia no Egito desde tempos antigos — com evidências genéticas em múmias, inclusive de faraós como Tutancâmon — provando que a malária acompanhou a civilização egípcia por milênios.
Sinal de alerta no século XX: O Egito começou a enfrentar a malária no início do século XX. Nos anos 1920, medidas como a proibição de plantações de arroz próximas às casas começaram a reduzir a presença de mosquitos.
Oficialização do combate: Em 1930, o país tornou a malária uma doença de notificação obrigatória e criou sua primeira estação de controle focada em diagnóstico, tratamento e vigilância.
Tempos difíceis: Durante a Segunda Guerra Mundial, casos dispararam para mais de 3 milhões devido à desorganização dos serviços de saúde e ao surgimento de mosquitos mais eficientes.
Resposta vigorosa: O país respondeu com campanhas intensivas — 16 divisões de tratamento foram criadas e mais de 4 000 trabalhadores de saúde recrutados para controlar surtos.
Desafios posteriores: A construção da Barragem de Assuã em 1969 criou novos riscos ao produzir água parada, ideal para a proliferação de mosquitos. Para combater isso, o Egito trabalhou junto com o Sudão em vigilância e controle vetorial.
Controle sustentado: A partir de 2001, a malária estava firmemente sob controle, e o foco mudou para prevenir a reintrodução da doença com vigilância rígida e respostas rápidas a qualquer caso local.
Resposta rápida a surtos: Um pequeno surto em 2014 no governadorado de Aswan foi contido com detecção precoce, tratamento imediato, controle de vetores e educação pública.
Saúde acessível: O Egito oferece diagnóstico e tratamento de malária gratuitamente para toda a população, incluindo migrantes — reforçando a prevenção e a resposta rápida.
Certificação da OMS: A certificação como “malária livre” da OMS significa que o país interrompeu a transmissão local da doença por pelo menos 3 anos consecutivos e provou que pode impedir a reintrodução.
Uma luz de esperança: Este feito mostra que, mesmo em lugares com longa história de malária, é possível eliminá-la com estratégias integradas, compromisso político e cooperação internacional.