
A Hashima Island, também conhecida como Gunkanjima (“Ilha Navio de Guerra”), é um dos lugares mais impressionantes do mundo quando se fala em um lugar que ficou literalmente preso no tempo.
Localizada no Japão, próxima a Nagasaki, a ilha foi abandonada abruptamente em 1974. Desde então, ninguém mais vive ali — e tudo permaneceu exatamente como foi deixado.
Durante décadas, Hashima foi um símbolo da industrialização japonesa. A ilha abrigava uma mina de carvão submarina e chegou a ser um dos lugares mais densamente povoados do planeta. Prédios de concreto, escolas, hospitais, cinemas e apartamentos se empilhavam em um espaço minúsculo, cercado pelo mar.
Quando o carvão perdeu importância e a mina foi fechada, os moradores saíram de um dia para o outro.
Móveis ficaram nos apartamentos
Pratos ainda estavam nas mesas
Sapatos e brinquedos permaneceram nos corredores
• O tempo, então, parou.
• Sem manutenção, a ilha foi sendo tomada pelo sal do mar, pelo vento e pela chuva. As paredes se romperam, os tetos desabaram e a natureza começou lentamente a reclamar o espaço. Diferente de outras cidades fantasmas, Hashima não foi saqueada — ela simplesmente apodreceu intacta.
• Hoje, caminhar por Gunkanjima é como andar por uma fotografia congelada dos anos 60:
Prédios corroídos, mas ainda de pé
Escolas com quadros-negros intactos
Apartamentos vazios, silenciosos
Um cenário onde o som do vento substitui vozes humanas
É esse silêncio absoluto que faz Hashima parecer fora do fluxo normal do tempo. Um lembrete brutal de como até os centros mais avançados da civilização podem desaparecer quase instantaneamente.
Gunkanjima não é apenas uma ilha abandonada —
é uma cápsula do tempo, deixada para trás pelo progresso.
